Pesquisa com laser e ultrassom pode ajudar no combate à obesidade e diabetes tipo 2

Em 2016, a Organização Mundial de Saúde (OMS) aponta que, aproximadamente 2 bilhões de adultos estavam acima do peso. Segundo dados do último VIGITEL em abril de 2017, no Brasil, mais da metade dos brasileiros apresentam excesso de peso e que 19,9% das mulheres e 18,1% dos homens são obesos. Nos últimos 10 anos foi estimado um aumento na prevalência da obesidade em 60% em ambos os sexos. Mello e colaboradores (2004) descrevem que sobrepeso e obesidade são importantes preocupações em saúde pública devido, principalmente, à sua associação com aumento de risco para hipertensão arterial sistêmica anormalidades lipídicas, diabetes mellitus e doença coronariana. O elevado peso corporal, resultado do desequilíbrio entre oferta e demanda energética, e sua determinação tem-se revelado complexo e variável, em diversos aspectos, como fatores demográficos, socioeconômicos, genéticos, psicológicos, ambientais e individuais (TERRES et al., 2006). A obesidade é reconhecida como um dos mais importantes problemas de saúde pública no mundo e é também um dos fatores de risco para doenças respiratórias crônicas, cardiovasculares, câncer e inclusive o diabetes tipo 2. O diabetes tem sido responsabilizado por contribuir, diretamente ou indiretamente, em agravos no sistema musculoesquelético, sistema digestório, na função cognitiva e na saúde mental, além de ser associado a tipos de câncer. Segundo a Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD) a patologia está associada ao aumento de taxas de internações, aumento do uso dos sistemas de saúde e seus serviços, além do aumento de complicações ou comorbidades cardiovasculares e cerebrovasculares, cegueira, insuficiência renal e amputações não traumáticas de membros inferiores (SOCIEDADE BRASILEIRA DE DIABETES, 2020). O mesentério não é mais considerado como um órgão espectador na fisiologia humana, pelo contrário, ele é ativo e extremamente importante na regulação da homeostase local e sistêmica. Devido a sua reclassificação de um anexo complexo a um órgão contínuo e simples poderá fomentar a criação de novos estudos, otimizar o conhecimento de sua funcionalidade e os efeitos que sua morfofisiologia podem gerar no cenário clínico-cirúrgico. Ou seja, maiores investigações do papel do mesentério nas doenças estimulam a descoberta de novos tratamentos (RIBEIRO et al., 2018). Devido ao novo papel do mesentério, pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP), Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) e UEMG (Universidade do Estado de Minas Gerais) preocupados com o aumento da incidência de diabetes mellitus tipo 2, principalmente em adultos obesos, investigaram os efeitos sinérgicos do ultrassom (US) e das terapias a laser no mesentério em ratos obesos-hiperglicêmicos. Na presente pesquisa, utilizou-se 25 ratos Wistar, machos e divididos em cinco grupos. Grupo obeso não diabético: ratos obesos sem diabetes e sem condições de tratamento; Grupo SHAM: ratos obesos-hiperglicêmicos tratados com placebo; Grupo US: ratos obesos-hiperglicêmicos tratados com US; Grupo LASER: ratos obesos-hiperglicêmicos tratados com laser e; Grupo US + LASER: ratos obesos-hiperglicêmicos tratados com US mais laser. Um modelo animal de diabetes tipo 2 com base em uma dieta hiperlipidêmica combinada com uma dose baixa de estreptozotocina foi usado neste estudo. Foram realizadas medidas bioquímicas e de massa corporal. De acordo com os autores, este estudo mostrou que o ultrassom e o tratamento com laser no mesentério resultaram em melhora nas medidas bioquímicas de ratos obesos-hiperglicêmicos, principalmente nos níveis de colesterol total, triglicerídeos e VLDL. Também houve redução do risco de doenças cardiovasculares evidenciadas pelo índice de Castelli nos grupos tratados comparados ao Grupo SHAM. Este estudo mostrou que o tratamento do Grupo US mais laser no mesentério resultaram em melhora nas medidas bioquímicas de ratos obesos-hiperglicêmicos, principalmente nos níveis de colesterol total, triglicerídeos e VLDL. Pode-se concluir, com o presente estudo, que existe a correlação entre a obesidade e a diabetes mellitus tipo II, pois, à medida que o indivíduo aumenta sua massa gorda, seus níveis glicêmicos também se elevam, aumentando o risco de desenvolvimento do diabetes tipo 2. A associação do ultrassom mais laser no mesentério levou a melhoras nas condições bioquímicas, especialmente do colesterol total, níveis de VLDL e triglicérides. Sendo assim, a combinação de ultrassom mais laser surge como uma alternativa promissora na prevenção ou tratamento da obesidade e diabetes do tipo 2 e consequentemente reduzindo os fatores de riscos cardiovasculares. Segundo a professora da UEMG, Dra. Fernanda Paolillo, a continuidade de estudos nesse campo permanece válida, a variabilidade biológica humana, outras e novas questões de agravos que provoca sobre a saúde e a necessidade de atualização em estudos epidemiológicos que a obesidade e a diabetes do tipo 2 impõe para população, sobretudo em sua relação no contexto das estatísticas de doenças, limitações funcionais e/ou óbitos, além de custos impostos por tais agravos. A MMO atua no segmento da tecnologia e inovação em saúde há 23 anos, e apoia e incentiva a busca por novas pesquisas, pois acreditamos que se originam novos conhecimentos e ideias, que podem ser transformados em práticas inovadoras, eficazes, diferenciadas, que, por sua vez, irão dar continuidade na busca por desenvolvimento e o bem-estar para a sociedade. As pesquisas com ultrassom e laser iniciaram-se em 2011 em parceria com a USP e a MMO. Ciência e tecnologia caminham juntas e a evolução pode ser vista no produto final que atualmente é chamado de Recupero. O Recupero é um equipamento totalmente inovador, único no mercado, onde temos a potencialização dos efeitos térmicos e mecânicos do ultrassom com os efeitos fotobiomoduladores do laser, menor tempo de tratamento, menor tempo de reabilitação e melhora na qualidade de vida dos pacientes. O diferencial do equipamento Recupero é que possui sensores de acionamento que só funcionam em contato com a pele do paciente e pode ser utilizado no tratamento de diversas patologias. Para a MMO, a principal prioridade é o bem estar de nossos clientes e pacientes e com isso faz com que os profissionais se destaquem em seus procedimentos, conquistando um diferencial em seus tratamentos com os produtos da linha MMO. Referências Bibliográficas: MELLO, et al. Atendimento ambulatorial individualizado versus programa de educação em grupo:qual oferece mais mudanças de hábitos alimentares e de atividade física em crianças obesas? Jornal de Pediatria. Rio de Janeiro. vol 80.n6.2004 RIBEIRO, C.A., SILVA, W.L., Saito, D.V., Mansano, L., SILVA, A. V., Luna, H.S.
Inauguração da Unidade de Terapia Fotodinâmica (UTF) em São Carlos

Veículo: Site – USP São Carlos – 09/2021 O Instituto de Física de São Carlos (IFSC/USP) e a Santa Casa da Misericórdia de São Carlos (SCMSC) inauguram no próximo dia 8 de setembro, pelas 10 horas, as novas instalações da Unidade de Terapia Fotodinâmica (UTF), com o objetivo de testar inovações tecnológicas e desenvolver novos métodos de tratamentos para a área da saúde, permitindo que pacientes acometidos pelas mais diversas doenças e síndromes possam ser atendidos mediante composição de estudos clínicos, promovendo a melhora da qualidade de vida dos mesmos. A cerimônia de inauguração da nova Unidade ocorrerá no Auditório da Santa Casa da Misericórdia de São Carlos, estando previstas as presenças, quer presencialmente, quer remotamente, de diversas autoridades, dentre as quais destacamos, órgãos dirigentes da USP, Diretoria do IFSC/USP, bem como Prefeito e Diretores das Unidades pertencentes ao Campus USP de São Carlos, integrantes da Câmara de Vereadores da cidade, Secretaria de Saúde – Prefeitura Municipal de São Carlos, Provedoria da Santa Casa da Misericórdia de São Carlos e representantes da empresa MMOPTICS. Esta nova Unidade de Terapia Fotodinâmica vem substituir a antiga inaugurada em maio de 2015, igualmente através de uma parceria entre o IFSC/USP e a SCMSC, que entretanto teve que ser desativada em 2020 em consequência da pandemia de COVID-19. A nova Unidade irá testar novos desenvolvimentos tecnológicos e tratamentos em quatro pesquisas específicas, a saber: capsulite adesiva (ombro congelado); dores e inflamação provocadas por artrite; prevenção para a má circulação sanguínea nos membros inferiores; e tratamento de úlceras venosas através de um novo equipamento. Por outro lado, continuarão os restantes tratamentos já realizados pelo IFSC/USP, em parceria com a Clínica MultFisio, para os tratamentos de consequências da artrose, fibromialgia e Parkinson, bem como para dores e processos inflamatórios. Rui Sintra – Assessoria de Comunicação – IFSC/USP Fonte: http://www.saocarlos.usp.br/inauguracao-da-unidade-de-terapia-fotodinamica-utf-em-sao-carlos/
Tratamento Estético Labial com o TW Surgical

RELATO DE CASO CLÍNICO Resumo: Apresentação de um caso clínico sobre a utilização do laser de diodo cirúrgico TW Surgical, para tratamento estético orofacial, removendo Grânulos de Fordyce labiais. A parametrização para emprego do laser de diodo cirúrgico será apresentada e discutida, visando o pós-operatório mais eficiente, quanto a sensibilidade dolorosa, controle da inflamação, velocidade do reparo tecidual e resultado clínico estético. Com o aspecto de pequenas pápulas amareladas, presente nos lábios de alguns pacientes, os grânulos de Fordyce, podem incomodar esteticamente. Na verdade, trata-se de glândulas sebáceas ectópicas, uma vez que, constituem anexos naturais do tecido tissular (pele) e não das mucosas, oral ou genital. Clinicamente, apresentam leve elevação e diâmetro não superior a 2,0mm. Podem estar aglomeradas ou não. Além da região dos lábios (externamente), podem surgir na mucosa jugal na porção posterior e também nas mucosas genitais. Segundo Cerri; Silva (2005), há um aumento significativo da sua prevalência com a o aumento também da idade do paciente, independente do sexo. O laser de diodo cirúrgico emitindo no comprimento de onda 808nm constitui-se num instrumento inteligente, para remoção rápida e com menor dano colateral, de lesões orofaciais. Seu mecanismo de interação com os tecidos biológicos, nos modos contínuos e pulsado em milissegundos, resulta em Fototérmico, ou seja, a energia fotônica, uma vez absorvida pelo tecido, será praticamente totalmente transformada em calor. Por isso, esse laser é muito eficiente para coagular, desnaturar proteínas, vaporizar, cauterizar e carbonizar tecidos moles, superficiais e profundos (LIZARELLI, 2018). Dessa forma, quando a presença dos Grânulos de Fordyce, que não representam problemas para a saúde do paciente, porém, o incomodam esteticamente, o melhor instrumento para sua remoção é, sem dúvidas, um laser cirúrgico de efeito fototérmico, porque, sendo um instrumento altamente seletivo e conservador, a remoção total dessas pequenas pápulas, resultará num pós-operatório (PO) pouco desconfortável e com “down-time” de alguns 4 ou 5 dias. Apresentação do Caso Clínico Paciente P.C.G.S., 55 anos, sexo masculino, cirurgião-dentista, procurou o atendimento com lasers, relatando que há muitos anos a presença dos grânulos de Fordyce, no lábio superior, o incomodavam esteticamente (Fig. 1). Foi proposto o tratamento com o laser de diodo cirúrgico, TW Surgical (MMO, São Carlos, SP, Brasil) (Fig. 2) para ablação total. Figura 1 – Aspecto clínico inicial dos grânulos de Fordyce no lábio superior do paciente. Figura 2 – Laser de Diodo Cirúrgico 808nm (TW Surgical, MMO, São Carlos, SP, Brasil). Os parâmetros de irradiação utilizados foram: fibra de 400 micrômetros, 3W de potência, modo contínuo, resfriamento com jato de ar da seringa tríplice e sugador de alta potência, operando por punturação (Figs. 3 e 4). No PO imediato, o laser de baixa intensidade vermelho (660nm), pontos com 2J de energia total cada, foi aplicado, puntualmente, ao longo do lábio superior (6 pontos), em contato e parado (Fig. 5), e, em seguida, uma fina camada de um óleo a base de abacate, açaí, e gerânio foi aplicado para manter a hidratação. Nos cuidados caseiros, o paciente manteve a mesma hidratação aplicando vaselina líquida. Figura 3 – Ablação dos grânulos de Fordyce com laser de alta potência 808nm (TW Surgical, MMO, São Carlos, SP, Brasil). Figura 4 – Forma de ablação (vídeo). Figura 5 – Irradiação com laser de baixa intensidade vermelho 3J por ponto (Laser Duo, MMO, São Carlos, SP, Brasil). O aspecto final, imediatamente após a realização da ablação, apresentou a formação de crostas, resultantes da carbonização e denaturação do tecido superficial onde se hospedavam os grânulos (Fig. 6). Essa crosta não deve ser removida, pois terá a função de um “cimento cirúrgico biológico”, protegendo a camada subjacente agredida e inflamada. Figura 6 – Aspecto clínico final, imediatamente após tratamento realizado. O resultado após 26 dias mostrou-se bastante satisfatório (Fig. 7) e a comparação (antes e depois) (Fig. 8) comprovava o procedimento bem-sucedido. Porém, caso fosse necessário, retoques poderiam ser realizados, pois o tecido já se apresentava completamente cicatrizado. Figura 7 – Aspecto clínico após 26 dias do procedimento realizado. Figura 8 – Comparação entre o aspecto inicial e o final. ConclusãoA indicação e utilização de um laser de diodo de alta intensidade para remoção dos grânulos de Fordyce na mucosa labial (oral) é, de fato, uma das boas indicações do laser TW Surgical (MMO), dentro da Odontologia Orofacial Estética. Referências Bibliográficas1 – CERRI, A.; SILVA, C. E. X. S. R. Desvios de normalidade da cavidade bucal. Disponível em http://www.guiaodonto.com.br/ver_artigo.asp?codigo=122l On line. Publicado em 27/02/20052 – LIZARELLI, R. F. Z. Reabilitação biofotônica orofacial – fundamentos e protocolos clínicos. Autora e Organizadora. São Carlos: Compacta, 2018. Dra. Rosane de Fátima Zanirato LizarelliCirurgiã-DentistaConsultora Científica da MMO
Atuação fonoaudiológica em pacientes pós Covid-19

Com a pandemia, a atuação dos profissionais de saúde tem ganhado papel de destaque no atual cenário mundial. Todo profissional de saúde, nesse momento, tem um papel importante. Cada um desenvolvendo a sua competência é responsável por prestar assistência ao paciente e à sociedade. De acordo com Boissier e colaboradores (2020) o fonoaudiólogo atua no ambiente hospitalar, dentro da Unidade de Terapia Intensiva na necessidade de manejo da disfagia e redução do risco de broncoaspiração de pacientes. Pacientes com Covid-19 que evoluem para o quadro mais grave da doença apresentam necessidade de intubação orotraqueal (IOT), chegando a ficar entre 10 e 14 dias entubados, respirando por meio de ventilação mecânica. Com a recuperação, e retirada do tubo orotraqueal (extubação), alguns pacientes podem evoluir para um distúrbio da deglutição. E é nesse momento que o fonoaudiólogo poderá atuar (fase de maior estabilidade do quadro clínico do paciente) para realizar a avaliação e intervenção fonoaudiológica (consulta, terapias diretas ou indiretas de cognição, motricidade orofacial, deglutição, respiração ou alterações na comunicação nos estágios de tratamento pós intubação orotraqueal.Dentre as complicações causadas pela IOT, o transtorno de deglutição é frequentemente encontrado num período superior a 48 horas de intubação (GUÉRIN et al., 2013). É importante atentar para o quadro respiratório do paciente com Covid-19, pois a incoordenação entre a deglutição e a respiração é fator de alto risco para broncoaspiração.A deglutição é um processo complexo de transporte de substâncias de forma segura desde a cavidade oral até o estômago. Envolve uma série de estruturas submetidas a um controle neural que pode ser afetada por alterações neurológicas e/ou mecânicas (ASHA, 1987).As disfagias referem-se a sinais relacionados a qualquer transtorno no processo da deglutição e requerem atenção já que estão diretamente relacionadas com a desnutrição, desidratação e comprometimento na qualidade de vida do indivíduo (JOTZ, 2010; PADOVANI, MEDEIROS, ANDRADE, 2012; WERLE et al., 2014). Turra (2013) cita que devido a disfagia, os pacientes apresentam um maior tempo de hospitalização, gerando maiores custos para o hospital e familiares. De maneira que se pode classificar como sendo um problema de ordem social, emocional, econômica e familiar. A disfagia também contribui para a perda da funcionalidade e independência do indivíduo acometido, levando a implicações não só de ordem biológica, mas também psicológica e social.O tratamento das disfagias é multidisciplinar, sendo essencial a presença do fonoaudiólogo na equipe multiprofissional. Em pacientes com Covid-19, a atuação fonoaudiológica é iniciada após a melhora e estabilização clínica do paciente, quando o profissional investiga as possíveis sequelas da IOT e a possibilidade de alimentação por via oral, determinando consistência, quantidade, postura e necessidade de terapia fonoaudiológica (ALVES, 2020). Na Fonoaudiologia, o laser usado é o de baixa potência, pois é um grande aliado em diversas áreas de atuação, sobretudo relacionadas à motricidade orofacial, à disfagia, ronco, paralisias faciais, potencialização do treino miofuncional em estética, auxiliando na readequação de posturas e funções, voz e outras patologias.Na disfagia, a fotobiomodulação melhora o fluxo salivar, tanto em pacientes com xerostomia (falta de saliva), como na inibição da produção nos quadros onde há sialorreia (excesso de saliva). A MMO disponibiliza do equipamento Laser Duo que conta com peça de mão com designer moderno e leve, tornando o uso em consultórios, clínicas e hospitais muito simples e rápido.O fonoaudiólogo poderá realizar os tratamentos de diversas patologias, pois conta com ponteira curva e alongada que facilita o posicionamento da irradiação em casos de aplicação na parte interna da boca, por exemplo. Um dos grandes diferenciais desse equipamento é a aplicação da técnica de ILIB (Irradiação Intravascular do Sangue com Laser) ou Fotobiomodulação Sistêmica Vascular que realiza a irradiação do laser vermelho ou infravermelho, para ativação celular, estimulação do sistema imunológico, geração de energia para as células de defesa, aumento da oxigenação do sangue, combate dos radicais livres, nutrição dos tecidos, função vasodilatadora, remoção toxinas e melhora no processo da homeostase do organismo. Sendo assim, gera efeito antioxidante, ação anti-inflamatória e aumento da circulação sanguínea, o que resulta na prevenção e também tratamento de diversas patologias. Referências Bibliográficas:ALVES, R.M. Coronavírus: Recomendações CFFa e CREFONO1. 2020. Disponível em <http://crefono1.gov.br/coronavirus-recomendacoes-cffa-e-crefono1/>. Acesso em: 01 julho 2021. ASHA – American Speech-Language-Hearing Association. The role of the speech-language pathologist in the evaluation and treatment of dysphagia. ASHA; 1987. BOISSIER, F., et al. Prevalence and prognosis of cor pulmonale during protective ventilation for acute respiratory distress syndrome. Intensive Care Med. 2020;39(10):1725-33. GUÉRIN, C., et al. Pronepositioning in severe acute respiratory distress syndrome. N Engl J Med. 2013;368 (23):2159-68. JOTZ, G.P., ANGELIS, E.C., BARROS, A.P.B. Tratado de deglutição e disfagia em adulto e criança. Revinter; 2010; 16-9. PADOVANI, A.R., MEDEIROS, G.C., ANDRADE, C.R.F. Protocolo fonoaudiológico de introdução e transição da alimentação por via oral (PITA). In: Andrade CRF, Limongi SCO. (Org). Disfagia: prática baseada em evidências. São Paulo: Sarvier; 2012. TURRA, G.S. Intervenção fonoaudiológica em pacientes com disfagia, pós intubados e sem morbidades neurológicas. Tese (Doutorado)-Programa de Pós-Graduação em Medicina: Ciências Médicas, UFRGS; 2013. WERLE, R.W. et al. Análise da força muscular respiratória, pico de tosse reflexa e tempo de ventilação mecânica em pacientes com e sem disfagia. ASSOBRAFIR Ciência. 2014; 5(2):11-24.
Análise de transmitância do Laser através do gel para o equipamento Recupero
Nos últimos anos, é possível perceber a disseminação de conteúdos enganosos, principalmente por dois fatores: devido à facilidade e velocidade de propagação e pelo impacto que podem gerar. Nesse sentido, nós da MMO, sabemos que é fundamental conferir a veracidade das informações antes de compartilhá-las. Do contrário, essas notícias errôneas provocarão dúvidas e conflitos, desencadeando ansiedade e medo na população. Todos temos direito a escolhas e opiniões, mas é imprescindível que isto seja baseado em fontes confiáveis. Gostaríamos de esclarecer que o equipamento Recupero, é a combinação do ultrassom e laser que são aplicados simultaneamente e que a aplicação do gel transparente não prejudica a transmitância do laser durante o tratamento. Para isso realizamos a Análise transmitância do Laser através do gel com o objetivo de avaliar se o gel transparente utilizado em conjunto com o equipamento Recupero pode bloquear ou reduzir os níveis de potência óptica dos Lasers. Para medir a potência dos lasers foi utilizado o equipamento medidor de potência Coherent Power Meter calibrado. Realizou-se medidas de potência óptica do equipamento Recupero em quatro situações diferentes. Como parâmetro inicial para que pudéssemos realizar as comparações, a medição foi realizada sem gel onde os lasers apresentaram medidas de 117mW para o 660nm e 88mw para o 808nm. Com o auxílio de um dispositivo construído para manter um espaçamento uniforme conforme mostra a Figura 1, realizou-se duas medidas de espessura do gel com 0,5mm e 1mm. Em seguida, após depositar uma quantidade considerável de gel sobre o transdutor, com o auxílio do dispositivo da Figura 1, foi possível manter uma camada de 0,5mm de gel para realização da medida de potência do equipamento Recupero conforme mostram as Figuras 2 e 3. Figura 2: Espessura de gel 0,5mm. Figura 3: Medida de potência com espessura de 0,5mm de gel. Como não houve diferença no nível de potência do equipamento ocasionado pela camada de gel, aplicou-se uma quantidade considerável de gel sobre o transdutor, com o auxílio do dispositivo da Figura 1, depositando uma camada de 1mm de gel para realização da medida de potência do equipamento Recupero, conforme mostram as Figuras 4 e 5. Figura 4: Espessura de 1mm de gel. Figura 5: Medida de potência com espessura de 0,5mm de gel. Não foi constatada alteração no nível de potência do equipamento ocasionado pela camada de gel, aplicando-se sobre o transdutor uma quantidade maior que 3 mm de espessura e de forma irregular para realização da medida de potência do equipamento Recupero, conforme mostram as Figuras 6 e 7. Figura 6: Espessura irregular de gel maior que 3mm. Figura 7: Medida de potência com espessura superior de 3mm e irregular. De acordo com o exposto, evidenciamos que as camadas de gel inferiores de 3mm de espessura não causaram qualquer interferência na transmitância de potência do equipamento Recupero. A considerar que o equipamento atua em contato com a pele e utiliza o gel como meio de acoplamento com o tecido. Neste contexto, podemos garantir que não há qualquer perda ou bloqueio de potência causado pelo gel na emissão dos lasers 660 e 808nm do equipamento. No desenvolvimento de nossos equipamentos, a ética é de caráter permanente, não concebemos exceções, quebra de regras ou descumprimentos de compromissos com os nossos clientes. A MMO atua no segmento da tecnologia e inovação em saúde há 23 anos, prezando pela responsabilidade, respeito, comprometimento, honestidade, competência, transparência e integridade, entre nossos funcionários, clientes e revendas que estão envolvidas na comercialização de nossos equipamentos, ou seja, todo o nosso processo é compatível e compartilhamos dos mesmos valores. E como uma empresa familiar, temos o compromisso de manter a confiança e eficácia de nossos equipamentos. Em caso de dúvidas, entrar em contato com a assistência técnica-científica da MMO para esclarecimentos, com a garantia de que a informação será fidedigna. Dra. Karen LaurentiIFSC/USPConsultora em Fisioterapia na MMO
Análise de transmitância do Laser através do gel para o equipamento Recupero
Lesões por pressão e COVID-19

A pandemia do COVID-19 trouxe novos desafios aos cuidados assistenciais empreendidos nos hospitais e unidades de saúde. Devido à condição clínica frágil dos pacientes acometidos pelo COVID-19, as lesões por pressão (LPPs) tornaram-se preocupação mundial, mobilizando a atualização de protocolos e revisão de processos assistenciais. Muitos casos graves requerem internação em unidade de terapia intensiva (UTI) e devido ao tempo de internação prolongada, os pacientes rapidamente desenvolvem lesão por pressão (LPPs). As lesões por pressão é uma situação frequente em pacientes internados. As LPPS acontecem devido à pressão exercida pelo peso corporal projetado sobre as proeminências ósseas e consequentemente sobre a pele e tecidos subjacentes, o que ocasiona a interrupção da circulação e consequente morte tecidual.Há pacientes que estão mais suscetíveis a LPPs, baixo peso corporal, obesidade, desnutrição, desidratação, perfusão, e comorbidades, são condições que aumentam os riscos.Normalmente, aparecem em áreas de protuberância óssea, as quais, no contato entre superfícies, causam lesões. Devido à pandemia, tornou-se perceptível uma mudança no padrão dessas lesões em pacientes com COVID-19 e com isso essas lesões por pressão surgiram em lugares diferentes dos que comumente eram vistos. Antes do COVID-19 as lesões mais comuns surgiam em áreas como isquiática, sacrococcígea, trocantérica, calcânea e maléolos. Durante a pandemia, pode-se notar as mudanças de padrão dessas lesões em pacientes com COVID-19. As LPPs passaram a ser na área frontal, devido a posição pronada do paciente (de barriga para baixo), em locais como: testa, nariz, queixo, seios e joelho. Em pacientes com COVID-19, as lesões por pressão se desenvolvem da mesma forma, porém de maneira mais rápida e agressiva, tendo como característica atingir planos mais profundos rapidamente e com grandes extensões. Este acometimento agressivo dos tecidos tem como causa a inflamação disseminada causada pelo vírus, incluindo os vasos sanguíneos (vasculite). O acometimento dos vasos sanguíneos prejudica o suprimento de sangue para os tecidos e com a pressão exercida sobre as proeminências ósseas, o dano tecidual é acelerado. Devido à própria gravidade da condição clínica dos pacientes com dificuldade respiratória, o uso de drogas vasoativas, dentre outros fatores, há um conjunto de condicionantes que podem interferir na incidência desses eventos. Tudo isso se torna extremamente desafiador para a equipe assistencial e, justamente por isso, é imprescindível a realização de um trabalho vigilante na prevenção de LPPs nas UTIs do hospital. A MMO dispõe de altas tecnologias que atuam também no tratamento de diversos tipos de lesões com protocolos inovadores e diferenciados com o equipamento Recover e Laser Duo. O uso de fotobiomodulação em lesões tem como objetivo acelerar o processo de cicatrização devido aos efeitos fotoquímicos, fotofísicos e fotobiológicos nas células e tecidos. Diversos estudos demonstraram que a fotobiomodualção atua na aceleração do processo de reparo tecidual, com efeitos analgésicos, anti-inflamatórios e de regeneração tecidual (KITCHEN, PARTRIDGE, 1991; BJORDAL et al., 2006; DAMANTE et al., 2008; FULOP et al., 2009; HENRIQUES et al., 2010;), e também apresenta resultados satisfatórios na cicatrização de feridas infectadas (SANTOS et al., 2011). Além disso, aumenta a expressão de fatores de crescimento, como TGF-b, que, por sua vez, induz deposição de matriz extracelular (ROCHA JÚNIOR et al., 2009); incrementa proliferação celular no local da lesão (ROCHA JÚNIOR et al., 2006); aumenta quantidade de vasos sanguíneos e promove cicatrização mais organizada (ROCHA et al., 2012). O tratamento com o Recover ou com o Laser Duo é indolor e o número de sessões dependerá do estágio da lesão. Este momento de pandemia exige cuidados especiais com a nossa saúde e com a saúde das pessoas do nosso convívio como família, amigos, vizinhos e colegas de trabalho. Se todos nós nos cuidarmos, passaremos por este momento com tranquilidade e segurança. Além disso, se cada pessoa agir de maneira responsável nas atividades externas que precisar realizar, conseguiremos reduzir os riscos de contaminação. Lembrando que devemos evitar aglomerações, manter a ventilação adequada nos ambientes, além de fazer uso de máscara e realizar a lavagem das mãos. Mas, o mais importante é continuarmos nos protegendo. Se cuidem! Referências: AGNOL, M.A.D., NICOLAU, R.A., LIMA, C.J., MUNIN, E. Comparative analysis of coherent light action (laser) versus non-coherent light (light-emitting diode) for tissue repair in diabetic rats. Lasers in Medical Science, v.24, p.909-916, 2009.BJORDAL J.M., COUPPÉ, C., CHOW, R.T., TUNÉR J., LJUNGGREN, E.A. A systematic review of low level laser therapy with location-specific doses for pain from chronic disorders. Australian Journal of Phisiotherapy, v.49, p.107-116, 2003.DAMANTE, C.A., MARQUES, M.M., DE MICHELI, G. Terapia com laser em baixa intensidade na cicatrização de feridas: revisão de literatura. Revista da Faculdade de Odontologia Universidade de Passo Fundo, v.13, n.3, p.88-93, 2008.DADPAY, M., SHARIFIAN, Z., BAYAT, M., BAYAT, M., DABBAGH, A. Effects of pulsed infra-red low level-laser irradiation on open skin wound healing of healthy and streptozotocin-induced diabetic rats by biomechanical evaluation. Journal of Photochemistry and Photobiology B: Biology, v.111, p.1-8, 2012.FULOP, A.M., DHIMMER, S., DELUCA, J.R., JOHANSON, D.D., LENZ, R.V., PATEL, K.B., DOURIS, P.C., ENWEMEKA, C.S. A meta-analysis of the efficacy of phototherapy in tissue repair. Photomedicine and Laser Surgery, v.27, n.5, p.695-702, 2009.HENRIQUES, A.C., CAZAL, C., CASTRO, J.L. Ação da laserterapia no processo de proliferação e diferenciação celular: revisão da literatura. Revista do Colégio Brasileiro de Cirurgiões, v.37, n.4, p.295-302, 2010.KITCHEN, S.S., PARTRIDGE, C.J. A review of low level laser therapy. Journal of Physiotherapy, v.77, n.3, p.161-168, 1991.ROCHA JÚNIOR, A.M., OLIVEIRA, R.G., FARIAS, R.E., ANDRADE, L.C.R., AARESTRUP, F.M. Modulação da proliferação fibroblástica e da resposta inflamatória pela terapia a laser de baixa intensidade no processo de reparo tecidual. Anais Brasileiro de Dermatologia, v.81, n.2, p.150-156, 2006.ROCHA JÚNIOR, A.M., VIEIRA, B.J., ANDRADE, L.C.F., AARESTRUP, F.M. Low level laser therapy increases transforming growth factor 2 expression and induces apoptosis of epithelial cells during the tissue repair process. Photomedicine and Laser Surgery, v.27, n.2, p.303-307, 2009.ROCHA, C.L.J.V., ROCHA JÚNIOR, A.M., AARESTRUP, B.J., AARESTRUP, F.M. Inibição da expressão de ciclooxigenase 2 em feridas cutâneas de camundongos NOD submetidos à terapia a laser de baixa intensidade. Jornal Vascular Brasileiro, v.11, n.3, p.175-181, 2012. Contribuição: Professora Elissandra Moreira ZanchinConsultora em Enfermagem na MMO Dra. Karen LaurentiConsultora em Fisioterapia na
Desinfecção de Superfícies com o SURFACE UV

A cada dia aumenta os casos de pessoas infectadas com COVID, devido à facilidade de transmissão do vírus. Uma das formas de contágio do coronavírus é o contato com superfícies e objetos contaminados (como celulares, mesas, maçanetas, brinquedos, teclados de computador, interruptores, etc.) e também com pessoas doentes, através do toque de mão, gotículas de saliva, espirro, tosse, entre outros.Sendo assim, são necessárias medidas de lavagem frequente das mãos com água e sabão ou, quando não é possível, o uso de sanitizantes para as mãos. Além disso, é necessária a desinfecção de objetos para evitar a disseminação do vírus. A COVID-19 trouxe uma maior necessidade de introduzir novos métodos para descontaminação de ambientes e superfícies para evitar que a contaminação se propague com maior rapidez. Em relação aos processos de desinfecção, existem vários métodos químicos e físicos capazes de destruir a forma vegetativa dos microrganismos nos ambientes. No entanto, um procedimento que tem mostrado segurança e eficácia na inativação dos microrganismos, como a COVID-19, é a radiação ultravioleta C (UVC), presente nestes novos equipamentos, que evita que a contaminação se propague, já que os cientistas sabem que os vírus podem persistir durante muitas horas em diversas superfícies, como metais, vidros, plásticos e madeiras. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), não se sabe ao certo quanto tempo o vírus que causa a COVID-19 sobrevive em superfícies, mas ele parece se comportar como outros coronavírus. O vírus pode persistir nas superfícies por algumas horas ou, até mesmo, vários dias. Isso pode variar e depende das condições do local, do clima e da umidade do ambiente. A pesquisadora Thaila Quatrini Corrêa diz que a desinfecção por radiação UVC é capaz de proporcionar uma inativação rápida e eficaz dos microrganismos mediante um processo físico que atua diretamente no material genético de bactérias, fungos e vírus, sem deixar vestígios ou subprodutos no local. A principal vantagem que a técnica apresenta em relação aos desinfetantes, é que ele não é um consumível. Os desinfetantes podem acabar e a limpeza constante com água pode levar ao excessivo uso de um recurso natural escasso, enquanto que a tecnologia com luz ultravioleta mantém-se operacional. Devido a sua elevada efetividade, a radiação UVC tem sido amplamente utilizada com segurança na desinfecção de superfícies em geral, como em hospitais, salas cirúrgicas, clínicas, laboratórios e também nas indústrias farmacêuticas, cosméticas, alimentícias, de laticínios, entre outros ambientes (Correa et al., 2019). O Surface UV da MMO é um equipamento portátil e de fácil manuseio, ideal para realizar a rotina de desinfecção dos locais de trabalho, bem como de todos os utensílios e equipamentos presentes nesses locais. Com o seu uso regular, o dispositivo pode promover a diminuição de possíveis infecções veiculadas pelas superfícies, instrumentos, objetos e quaisquer outros materiais contaminados. Em locais públicos com grande circulação de pessoas, os sistemas com luz ultravioleta podem ser utilizados para reduzir a possível presença de COVID-19. O sistema pode ser aplicado, por exemplo, em ônibus, mobiliários, bancadas, pias, leitos, equipamentos, pisos, paredes, portas, janelas, grades de ar condicionado, banheiros públicos, corredores, mobílias, maçanetas, corrimãos, interruptores, teclados e mouses de computador, caixas eletrônicos, ou seja, locais onde as pessoas normalmente colocam as mãos. Em outros países, a técnica tem sido utilizada para descontaminar aviões e hospitais. Correa e colaboradores (2017) comprovaram a efetividade da inativação de microrganismos com o dispositivo Surfave UV na redução de bactérias Gram-positivas, como as espécies Staphylococcus aureus, Streptococcus mutans e Streptococcus pneumoniae; bactérias Gram-negativas, como as espécies Pseudomonas aeruginosa e Escherichia coli, além da espécie fúngica Candida albicans, todas causadoras de doenças infecciosas.Além disso, o mesmo estudo avaliou a ação do Surface UV na desinfecção de superfícies de locais diferentes dentro de um ambiente hospitalar, isto é, em ambientes reais de contaminação. Dez superfícies foram escolhidas para receber a desinfecção:– bancada de trabalho do laboratório de bacteriologia, – cadeira de coleta de sangue, – bancada de troca dos bebês do atendimento infantil,– mesa de atendimento da sala de vacinação, – mesa de atendimento da sala de tuberculose, – dengue e clínica médica, – mesa de atendimento da sala de DST/AIDS, – mesa de atendimento da sala de dermatologia, – cadeira ginecológica da sala de saúde da mulher, – e suporte com material para curativos da sala de hanseníase. Todos os resultados mostraram redução na carga microbiana presente nestas superfícies, indicando que o dispositivo pode auxiliar na desinfecção desses locais (CORREA et al., 2017). O Surface UV da MMO é um equipamento é extremamente seguro para quem manuseia e a única advertência é que este aparelho não pode ser utilizado diretamente na pele humana, nem em animais. A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) recomenda que as pessoas não saiam de casa, fiquem em afastamento social. Mas em caso de extrema necessidade, a pessoa deve, ao chegar da rua, tirar os calçados e limpá-los em um local separado em casa, lavar as mãos com água e sabão, trocar a roupa e lavá-la imediatamente, e em seguida tomar banho. Também é recomendável que sejam higienizados os objetos que você levou para rua, como carteira, chaves e celular, bem como os que trouxeram dela, como sacolas de mercado e a embalagem dos produtos comprados. O uso correto da máscara é apenas uma das medidas de prevenção contra o coronavírus. É imprescindível higienizar as mãos, objetos e superfícies com água e sabão ou álcool 70%, Surface UV (em superfícies e objetos) e manter distanciamento social, de no mínimo, 1,5 m. A medida mais eficaz continua sendo ficar em casa, se possível. A MMO na atual conjuntura sanitária da COVID 19 enfatiza que vai continuar focando na investigação científica e tecnológica ajustada à necessidade de enfrentamento dessa pandemia. Essa pandemia vai passar! Se cada um fizer a sua parte, vai passar mais depressa! Referências Bibliográficas: https://portal.fiocruz.br/noticia/covid-19-informacoes-sobre-desinfeccao-e-limpeza-de-superficies-e-objetosCORRÊA, T. Q., BLANCO, K. C., INADA, N. M., HORTENCI, M. DE F., COSTA, A. A., SILVA, E. S., BAGNATO, V. S. (2017). Manual Operated Ultraviolet Surface Decontamination for Healthcare Environments. Photomedicine and Laser Surgery, 35(12), 666–671. doi:10.1089/pho.2017.4298.CORRÊA, T. Q., BLANCO, K. C., INADA, N. M, BAGNATO, V. S. Descontaminação dos locais de trabalho por UV. In: Feridas: um desafio para a saúde pública [S.l: s.n.],
Modo de contato para uso do Recupero em pacientes com tatuagem

A tecnologia na área da saúde avança a passos largos, trazendo melhorias para os profissionais e a MMO prioriza os cuidados necessários para não causar danos, trazendo as melhores soluções para seus clientes. Entretanto, para que o tratamento seja eficiente, dois fatores devem ser levados em consideração, o protocolo de aplicação adotado e a resposta do equipamento. Basicamente, três técnicas de aplicação do ultrassom são muito exploradas na prática clínica da fisioterapia, como: contato direto, onde o transdutor é posicionado sobre o tecido a ser irradiado, utilizando gel como um meio de acoplamento; bolsa com água, que utiliza uma luva de látex preenchida de água sobre a área irradiada, também usando o gel clínico como condutor tanto entre a pele e a luva quanto entre a luva e o transdutor; método de imersão, onde a área a ser irradiada é submersa em um recipiente com água. É comum a presença de tatuagens em regiões que devem receber o tratamento com a nova tecnologia Recupero que combina ultrassom e laser no mesmo equipamento. Ele possui um sistema que só opera em contato com a pele do paciente. O acionamento é realizado por um emissor/sensor infravermelho que não funciona em tatuagens devido à alta absorção do comprimento de onda do sensor pelos pigmentos da tatuagem. A nossa recomendação para que ocorra uma melhor forma de condução da onda ultrassônica do equipamento Recupero é a utilização de uma luva de látex com aproximadamente 150 ml de água. Nesta situação, recomenda-se que o laser seja desligado quando aplicado sobre a tatuagem, operando apenas o ultrassom. Operar com o laser ligado na região adjacentes ou em locais sem tatuagem. A MMO afirma o compromisso com a tecnologia, inovação, preocupação e cuidados necessários para não causar danos, revertendo em melhores condições de vida e saúde para seus clientes. Em caso de dúvidas, a assistência técnica-científica da MMO, sempre estará pronta para ajudar! Dra. Karen LaurentiIFSC/USPConsultora em Fisioterapia na MMO
Doença de Parkinson: Um Tratamento Inovador

A Doença de Parkinson (DP) se caracteriza como uma afecção neurológica lenta, progressiva ocasionando a degeneração do sistema nervoso central (DIXIT E TEDLA, 2019) e consequentemente causando morte de neurônios da substância negra reduzindo os níveis de dopamina (POSTUMA et al., 2015). Os sinais e sintomas característicos da DP suscitam a convivência com situações novas a cada dia. A instabilidade da doença e o fato de ser incurável constituem uma realidade difícil a ser enfrentada para o resto da vida, acompanhando os indivíduos em suas relações e em seu cotidiano (NAVARRO-PETERNELLA E MARCON, 2010). Existem mais de 50 sinais que caracterizam a doença, dentre estes o tremor em repouso, rigidez, bradicinesia, alterações de equilíbrio e dificuldade na marcha (MASSANO, 2011). Lees, Hardy e Revez (2009) descrevem que a DP surge geralmente entre os 50 e os 80 anos de idade, com um pico na sétima década de vida, sendo mais prevalente nos homens (3:2). Este padrão poderá refletir a importância de certos fatores ambientais e sociais na DP e a sua interação com outras variáveis, como genes, níveis hormonais, efeitos da gravidez e diferentes profissões ou exposições ambientais (DORSEY et al., 2018). Atualmente, não existem terapêuticas capazes de diminuir ou frear o processo neurodegenerativo, nem de substituir os neurônios perdidos. Sendo assim, pesquisadores do Instituto de Física de São Carlos (IFSC) da USP desenvolveram um protocolo de tratamento para pacientes com Parkinson que combina fotobiomodulação e pressão negativa, com o objetivo de implementar uma nova possibilidade de tratamento não invasivo e não farmacológico que amenizem as dores musculares e os desconfortos causados pelos tremores. A pesquisa foi realizada com 3 grupos de pacientes com a DP: – o primeiro grupo foi tratado só com laser; – o segundo recebeu aplicação de pressão negativa com ventosa; – o terceiro recebeu as duas terapias simultâneamente. Os pacientes do terceiro grupo obtiveram melhores resultados em seu estado de saúde, com redução acentuada das dores provocadas pela rigidez muscular e diminuição dos tremores involuntários, resultado que permite o retorno do paciente às suas atividades anteriormente limitadas. Por apresentar contrações musculares rítmicas ou incapacidade de coordenar movimentos musculares, a MMO disponibiliza de um equipamento que combina fotobiomodulação e pressão negativa chamado Vacum Laser.Ele permite trazer de volta mais qualidade de vida aos pacientes de Parkinson, amenizando as dores musculares e o desconforto causado pelos tremores provocados pela doença neurológica. A parceria entre o Instituto de Física da USP e a MMO já está trazendo benefícios aos pacientes, apesar de não ser uma cura, o tratamento permite uma grande melhora na qualidade de vida de pacientes que convivem com a DP. A MMO desenvolve tecnologia inovadora e está em constante evolução tornando o cenário cada vez mais promissor aos pacientes que tanto almejam a qualidade de vida. Saiba mais sobre o Vacum Laser: www.mmo.com.br/vacum-laser Referências Bibliográficas:DIXIT, S., TEDLA, J.S. Effectiveness of robotics in improving upper extremity functions among people with neurological dysfunction: A Systematic Review. Int J Neurosci 2019; 129:369-83.DORSEY, E.R., ELBAZ, A., NICHOLS, E., ABD-ALLAH, F., ABDELALIM, A., ADSUAR, J.C., et al. Global, regional, and national burden of Parkinson’s disease, 1990–2016: a systematic analysis for the Global Burden of Disease Study 2016. Lancet Neurol. 2018;17:939–53.LEES, A.J., HARDY, J., REVEZ, T. Parkinson’s disease. Lancet. 2009; 373:2055–66.MASSANO, J. Doença de Parkinson. Acta Med Port 2011;24:827-34.NAVARRO-PETERNELLA, F.M., MARCON, S.S. A convivência com a doença de Parkinson na perspectiva do parkinsoniano e seus familiares. Rev Gaúcha Enferm [Internet]. 2010; 31(3):415-22.POSTUMA, R.B., BERG, D., STERN, M., POEWE, W., MAREK, K., LITVAN, I., et al. MDS Clinical Diagnostic Criteria for Parkinson’s Disease. Mov Dis 2015;30: 1591-601. Dra. Karen LaurentiIFSC/USPConsultora em Fisioterapia da MM Optics