Rizartrose: uma doença do mundo moderno?

A tecnologia está diariamente presente na vida de milhões de pessoas ao redor do mundo, desde que acordamos até a hora de dormir, quando damos aquela última olhadinha no celular. Além disso, carregamos nossos celulares para todos os lados e constantemente os conferimos, seja para verificar os e-mails, ver mensagens do WhatsApp, acessar as redes socais ou nos distrair com joguinhos. Quase 80% das pessoas checam os seus celulares ao acordar, e um terço dos americanos diz preferir deixar de fazer sexo a ficar sem os seus aparelhos pessoais. Admitindo ou não, nós nos viciamos. Fomos lenta e propositalmente viciados em tecnologias das mais variadas formas que hoje estão presentes em nosso cotidiano – um hábito já enraizado nas rotinas de milhões de pessoas. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), somente no Brasil, são 116 milhões de internautas, sendo que 94,5% preferem acessar a rede pelo smartphone. O país, inclusive, é o terceiro que mais fica online. São, em média, 9h14 todos os dias. O uso de celulares é indispensável para as atividades do dia a dia, afinal, é um caminho para aproximar as pessoas, filtrar informações e otimizar o nosso tão escasso tempo. Devido a facilidade de acesso, à medida que a tecnologia avança, o ser humano se torna cada vez mais refém e dependente dela. Além disso, também coloca sua saúde em risco por conta dos excessos. Apesar dos benefícios para a sociedade, o uso desenfreado da internet causa dependência das ferramentas tecnológicas e trazem comportamentos de saúde prejudiciais ao ser humano, tais como: ansiedade, estresse, irritabilidade, alteração do apetite, problemas auditivos, problemas de visão, problemas posturais, entre outras patologias.  Ao ignorarmos, os sinais podem desencadear uma série de patologias como exemplo, a Rizartrose. Martou, Veltri  e Thoma (2004) descrevem a rizartrose como a afecção degenerativa mais comum e acomete a articulação trapeziometarcapiana (TMC) do polegar (COLDITZ E KOEKEBAKKER, 2010). A frouxidão ligamentar associada ao estresse mecânico e grandes cargas exercidas sobre a articulação do polegar é considerada o principal fator para predispor a doença (EGAN E BROUSSEAU, 2007). De acordo com O’Brien e Giveans  (2013) no Brasil, a rizartrose acomete de 6 a 12% dos adultos da população, sendo a incidência maior em mulheres na pós-menopausa. As pessoas afetadas por essa patologia relatam ter episódios constantes de dor localizada na base do polegar ao movimentá-lo ou ao sustentar cargas em atividades que envolvam a preensão e manuseio de objetos. Se antes acreditava-se que a doença era consequência natural da idade, hoje entende-se que está associada ao estilo de vida moderno. Novos estudos indicam que os hábitos atuais, a vida conectada e o uso excessivo de equipamentos eletrônicos contribuem para o surgimento da rizartrose. O manuseio de celulares, tablets e teclados, artigos que exigem a movimentação intensa dos dedos, pode ser a causa do número crescente de casos da doença. Além da idade, com desgaste natural das articulações, o histórico familiar e a movimentação intensa do polegar no uso de celulares contribuem para manifestação precoce da doença. O uso desenfreado pode comprometer as estruturas articulares, resultando numa inflamação podendo evoluir para um quadro degenerativo. Alguns cuidados básicos como redução do uso do celular podem evitar que o problema piore. Caso isso não seja possível, devido ao trabalho ou funções do dia-a-dia, é importante que realizar pequenas pausas por pelo menos 10 minutos após duas horas trabalhadas, aproveitando este período para alongar e mobilizar os tendões e articulações da região dos punhos e das mãos. O tratamento inicial é feito através de medicamentos anti-inflamatórios, analgésicos, imobilização e reabilitação. Medicamentos protetores de cartilagem também podem retardar o processo de desgaste e, consequentemente, diminuir a dor. Em casos mais avançados, é realizada uma intervenção cirúrgica, cujo método depende da articulação envolvida e também do grau da osteoartrite. Dentro da fisioterapia, também existem diversas técnicas que podem ser utilizadas em casos de rizartrose, como terapia a laser, exercícios e massagens fisioterapêuticas. O equipamento Recupero é um aliado no tratamento da Rizartrose, pois temos duas tecnologias já conhecidas e muito utilizadas na fisioterapia que são o ultrassom e o laser, que aplicados simultaneamente geram os efeitos térmicos e mecânicos do ultrassom com os efeitos fotobiomoduladores do laser, resultando em alívio da dor e um menor tempo de reabilitação. A MMO abraça o desafio de desenvolver novas tecnologias inovadoras relacionadas a doenças crônicas, visando desenvolver equipamentos que incrementam a eficácia no tratamento de diversas patologias, levando a um menor tempo de tratamento e menor tempo de reabilitação. Referências Bibliográficas:COLDITZ, J., KOEKEBAKKER, N. (2010). A new splint design for the thumb CMC joint. Maastricht-Airport: Nea International bv.EGAN, M. Y., BROUSSEAU, L. (2007). Splinting for osteoarthritis of the carpometacarpal joint: a review of the evidence. The American Journal of Occupational Therapy, 61(1), 70-78.MARTOU, G., VELTRI, K., THOMA, A. Surgical treatment of osteoarthritis of the car- pometacarpal joint of the thumb: a systematic review. Plast Reconstr Surg. 2004;114(2):421–32.O’BRIEN, V. H., GIVEANS, M. R. (2013). Effects of a dynamic stability approach in conservative intervention of the carpometacarpal joint of the thumb: a retrospective study. Journal of Hand Therapy, 26(1), 44-52 Dra. Karen LaurentiIFSC/USPConsultora em Fisioterapia da MM Optics

Coloração com auxílio do Luminus (Ledterapia)

Na miscigenação do povo brasileiro é possível observar praticamente todos os tipos de cabelo. Devido a grande importância que as mulheres dão aos tratamentos de beleza ao cabelo, o Brasil lidera em venda de tinturas capilares. As tinturas capilares, devido a sua composição e mecanismo de ação podem causar graves danos à fibra capilar, sendo fundamental o conhecimento de tais danos com a finalidade de estabelecer quais produtos e tecnologias seriam mais interessantes associadas na restauração e gerenciamento do cabelo saudável.Entre os danos, pode-se citar a redução da resistência mecânica e térmica, do conteúdo proteico, do brilho relacionado a danos provocados às camadas de cutícula e da uniformidade da cor relacionado à fixação do pigmento no córtex capilar. A tecnologia através da Ledterapia azul e vermelha do equipamento Luminus tem resultados eficazes na otimização da coloração, pois facilita a permeação e a fixação do pigmento no córtex, conferindo maior uniformidade e durabilidade na cor dos cabelos. Confira o vídeo de aplicação: Etapas da aplicação: 1) Foi realizada a aplicação da coloração permanente com peróxido de hidrogênio 6%.2) Na sequência foram realizadas varreduras com 10 passadas em cada mecha com LED AZUL e LED VERMELHO.3) Tempo de pausa: 30 minutos. ANTES DA APLICAÇÃO:Os cabelos apresentavam oxidação e alteração na cor e evidência dos cabelos brancos. APÓS A APLICAÇÃO: Os cabelos apresentaram uniformidade na cor, reflexão de brilho e cobertura total dos brancos.O tempo de pausa da coloração foi menor com o auxílio dos LEDs. Profa.  Rose da MattaCosmetologia e Estética Avançada

Fotobiomodulação e Covid-19

Vetrici e colaboradores descrevem que a pandemia da COVID-19 se espalhou rapidamente por todo o mundo, causando milhões de infecções, centenas de milhares de mortes e hospitais e unidades de terapia intensiva sobrecarregados, com pacientes que precisam de gerenciamento de cuidados intensivos. Inicialmente, o vírus causa uma reação exagerada do sistema imunológico conhecida como “tempestade de citocinas” (KONIG et al., 2020). Alguns pacientes são assintomáticos e se recuperam espontaneamente, enquanto outros apresentam sintomas progressivos que levam a casos leves, moderados ou graves. Muitos casos graves requerem internação em unidades de terapia intensiva (UTI) e suporte ventilatório. O número excepcional de pacientes que morreram enquanto recebiam cuidados médicos ideais e suporte de ventilação continua um enigma e estratégias de tratamento bem-sucedidas ainda precisam ser encontradas. A fisioterapia tem uma contribuição muito importante na reabilitação de pacientes com sequelas da COVID-19 devendo promover alívio de sintomas, tratar e prevenir complicações respiratórias, cardiovasculares, musculoesqueléticas, neurológicas, proporcionar restabelecimento da qualidade de vida e retorno às atividades laborais, sociais e esportivas. No entanto, uma vez que não há evidências robustas sobre os efeitos dos agentes terapêuticos disponíveis e não há tratamento eficaz disponível para combater a SARS-CoV-2, tem sido necessário o uso de estratégias de manejo de sinais e sintomas em pacientes com COVID-19, especialmente nos casos mais graves e a mortalidade permanece bastante alta. Muitas opções diferentes têm sido propostas, entre as quais as perspectivas para a fotobiomodulação estão sendo discutidas de forma bastante ativa (DOMÍNGUEZ, VELÁSQUEZ E DAVID, 2020; FERREIRA, 2020; LITSCHER, 2020) e pode ser uma abordagem de tratamento muito promissora. A fotobiomodulação (FBM) é um processo que causa alterações biológicas nos organismos devido a interação de fótons (partículas de luz) com átomos ou moléculas e situa-se no espectro visível e infravermelho próximo. Apresenta efeitos gerais como efeitos metabólicos, analgésicos, anti-inflamatórios e imunomoduladores. O método mais importante para o tratamento da COVID-19 é a oxigenação e a reabilitação mais rápida do tecido danificado, os efeitos antivirais e, finalmente, o controle da tempestade de citocinas por meio da redução dos agentes inflamatórios. A fotobiomodulação pode ser utilizada como terapia adjuvante ou mesmo alternativa para todos esses mecanismos, sem efeitos colaterais e interações medicamentosas (FEKRAZAD, 2021).  A FBM é um recurso muito utilizado na fisioterapia por ser uma terapia não invasiva, disponível e econômica, sem efeitos colaterais, que também proporciona efeitos antioxidantes e anti-inflamatórios (HAMBLIN, 2017; KASHANSKAIA E FEDOROV, 2017; DE LIMA et al., 2011; DE FREITAS et al., 2016). Seus efeitos anti-inflamatórios foram estudados por diversos autores que examinaram a sinalização celular responsável por esses efeitos e concluíram que a redução na sensibilidade ao cálcio (Ca+2) pode ser responsável por seu efeito anti-inflamatório (HAMBLIN, 2017; DE FREITAS et al., 2016). A FBM apresenta vantagens fundamentais em termos de proliferação e diferenciação celular, modulando as respostas imunes e melhorando a oxigenação (OLIVEIRA et al., 2016; AIMBIRE et al., 2006; SZYMANSKA et al., 2013; AGAIBY et al., 2000; BASSO et al., 2013). Portanto, pode desempenhar um papel crucial na regulação da síndrome de tempestade de citocinas da COVID-19 e melhorar a função pulmonar, enquanto restaura a disfunção de múltiplos órgãos. Pode reduzir os mediadores inflamatórios, aumentando a angiogênese e melhorando a cura em doenças inflamatórias pulmonares crônicas Segundo Fernandes e colaboradores (2020), há uma hipótese que o uso da luz poderia reduzir a letalidade da COVID-19. Nesta modalidade, podemos ressaltar a importância dos equipamentos Recover e Laser Duo, ambos com atuação do laser vermelho e infravermelho de baixa intensidade, a Fotobiomodulação Sistêmica Vascular (ou ILIB) e a Terapia Fotodinâmica. Não há tratamento definitivo, portanto, os protocolos terapêuticos devem ser confinados a tratamentos de suporte para aliviar a inflamação. Porém, a FBM precisa ser melhor estudada e pesquisada. Além disso, investigar as doses específicas, comprimentos de onda, taxa de absorção da luz no tratamento da Covid-19. Uma das formas de contágio do coronavírus é o contato com superfícies e objetos contaminados (como celulares, mesas, maçanetas, brinquedos, teclados de computador, interruptores de luz, etc) e também com pessoas doentes, através do toque de mão, gotículas de saliva, espirro, tosse. A MMO para evitar que a contaminação se propague com maior rapidez, orienta a limpeza e desinfecção correta dos ambientes, utensílios e objetos através do equipamento Surface UV. O Surface é um equipamento portátil e de fácil manuseio, ideal para realizar a rotina de desinfecção e é capaz de eliminar 99,9% dos germes, vírus, bactérias e fungos e atua sem adição de produtos químicos. Além do Surface, a MMO disponibiliza de um equipamento para descontaminar o ar de ambientes fechados, como clínicas, salas de recepção, escritórios, hospitais, escolas, empresas, teatros e restaurantes, realizando a higienização através do sistema de ventilação, livre de ozônio e sem adição de produtos químicos. O Oxy Clean é um excelente germicida, pois destrói moléculas estruturais inativando os micro-organismos, auxiliando na prevenção e propagação de vírus e bactérias que permanecem suspensas no ar. Resumindo, enquanto aguardamos a vacina, o melhor tratamento para conter a expansão da COVID-19 é a manutenção das medidas preventivas. Usar máscara de proteção, manter os cuidados básicos de higiene e evitar aglomerações, mesmo com a flexibilização do isolamento, são medidas imprescindíveis para minimizar a disseminação. A MMO acredita que os profissionais que atuam na assistência aos pacientes com Covid-19 são os verdadeiros heróis desta pandemia e que apesar dos riscos inerentes ao contato com os pacientes a satisfação em continuar fazendo o que mais gostam são os que os motiva: cuidar das pessoas. Fazemos um apelo que se seguirmos os protocolos à risca vamos preservar a nossa saúde e colaborar para que toda essa situação passe o mais rápido possível. Mais informações sobre os equipamentos, acesse: https://mmo.com.br/produtos Referências Bibliográficas:     AGAIBY, A.D., GHALI, L.R., WILSON, R., DYSON, M. Laser modulation of angiogenic factor production by T-lymphocytes. Lasers Surg. Med. 2000, 26, 357–363.AIMBIRE, F., LOPES-MARTINS, R.A., CASTRO-FARIA-NETO, H.C., LEONARDO, P.S., IVERSEN, V.V., LOPES-MARTINS, R.A. Low-level laser therapy can reduce lipopolysaccharide-induced contractile force dysfunction and TNF-alpha levels in rat diaphragm muscle. Lasers Med. Sci. 2006, 21, 238–244.BASSO, F.G., OLIVEIRA, C.F., KURACHI, C., HEBLING, J., COSTA, C.A. Biostimulatory effect of low-level laser therapy on keratinocytes in vitro. Lasers Med. Sci. 2013, 28, 367–374.DE FREITAS, L.F.;

A Mulher e a Fibromialgia

A mulher passa por muitas mudanças durante sua vida, como a TPM, a gravidez ou a menopausa, fases que provocam desconfortos e podem atrapalhar suas atividades diárias, deixando-as mais suscetível a certas doenças. Ter qualidade de vida é importante para a saúde da mulher. Por isso é tão importante estar atenta ao seu bem-estar. Devido a pandemia, as pessoas e principalmente as mulheres estão mais sobrecarregadas com as atividades domésticas articuladas ao trabalho formal. De acordo com pesquisas, de cada 10 pacientes com fibromialgia, 7 a 9 são mulheres. Como resultado a doença pode causar a baixa autoestima e isolamento, o que contribui para o surgimento de patologias psíquicas. Além disso, a falta de compreensão familiar, a demora no diagnóstico e a falta de assistência à saúde, aumentam o sofrimento de forma significativa (HAYAR, 2013). A fibromialgia quando comparada a outras doenças reumatológicas, apresenta os maiores níveis de dor, incapacidade funcional e estresse psicoafetivo (TARGINO, 2007). A dor crônica “inexplicada” em pacientes com fibromialgia pode ser uma manifestação somática de um sofrimento psíquico negligenciado. O fato de muitos pacientes não apresentarem alterações fisiológicas objetivas reforça a crença de que a fibromialgia é uma psicopatologia. Estes pacientes muitas vezes são considerados pacientes psiquiátricos (EL-HAGE et al., 2006). O diagnóstico é clínico e quando os exames não detectam a doença, a confirmação torna-se incerta. A fibromialgia não consta como síndrome ou patologia no Manual Diagnóstico de Doenças Mentais (DSM-IV) utilizado como referência internacional (APA, 1994). Logo, oficialmente não é considerada como um transtorno mental e comportamental. Devido ausência de evidências patológicas, a fibromialgia se caracteriza de modo que, a gravidade dessa síndrome pode ser negligenciada, supondo uma possível vitimização dos pacientes. A baixa qualidade de vida promove um rendimento insatisfatório no trabalho, visto que as relações passam a ser conflitantes, pois os portadores de fibromialgia necessitam de jornada de trabalho flexível, ritmo mais lento e suporte médico disponível. É muito importante a existência de novos tratamentos e tecnologias para o tratamento de doenças crônicas, como a fibromialgia. Neste sentido, foi desenvolvido pela MMO o equipamento RECUPERO. Recentemente lançado, o RECUPERO é um equipamento que permite a emissão simultânea do ultrassom e do laser, reduzindo consideravelmente a dor de pacientes com fibromialgia. A aplicação simultânea do ultrassom e laser nas palmas das mãos, garante a diminuição da dor, consequentemente, o restabelecimento do equilíbrio emocional, a melhora da qualidade do sono e condicionamento físico. É um avanço muito importante na área da saúde. A MMO reafirma o comprometimento em favorecer e ressaltar a saúde e a beleza das pessoas, oferecendo equipamentos inovadores e de alta tecnologia. Referências Bibliográficas: AMERICAN PSYCHIATRIC ASSOCIATION. Diagnostic and statistical manual of mental disorders. 4th ed. Washington, DC: APA, 1994.EL-HAGE, W. et al. V. Fibromyalgie: une maladie du traumatisme psychique? La Presse Medicale, Paris, v. 35, n. 11, p. 1683-1689, 2006.   HAYAR, M.A.S.P. Envelhecer com dor crônica: um estudo socioeconômico, cultural e demográfico de mulheres com fibromialgia. Tese (Doutorado). Pontifícia Universidade Católica de São Paulo – PUC -SP, São Paulo, SP, 2013. 177p.LETIERE, R.V., FURTADO, G.E., LETIRE, M., GÓES, S.M., PINHEIRO, C.J.B., VERONEZE, S.O., et al. Dor, qualidade de vida, autopercepção de saúde e depressão de pacientes com fibromialgia, tratados com hidrocinesioterapia. Rev Bras Reumatol, 2013;53(6):494-500, 2013. doi: https://doi.org/10.1016/j.rbr.2013.04.004.TARGINO, R.A. Tratamento da dor na fibromialgia com acupuntura. Tese (Doutorado). Faculdade de Medicina, Universidade de São Paulo, São Paulo, SP, 2007. Dra. Karen Laurenti IFSC/USPConsultora em Fisioterapia da MM Optics

O uso do LED vermelho em alopecia feminina

A Alopecia Androgenética afeta a maioria dos homens à medida que envelhece, e o padrão distinto de perda de cabelo é chamado de “calvície masculina”, entretanto em mulheres o padrão visível da perda de cabelo na cabeça é diferente (HERSKOVITZ; TOSTI, 2013). Os fatores predisponentes mais importantes são genéticos e hormonais, sendo a chave, o equilíbrio entre a testosterona e a 5α-di-hidrotestosterona (DHT), que é dependente da atividade da enzima 5α-redutase no couro cabeludo (HAMBLIN, 2019). A luz do LED vermelho interage com as células e tecido nas doses adequadas e necessárias, ativando o folículo pilo sebáceo pela deposição de energia da radiação luminosa, promovendo a liberação do NO, um excelente vasodilatador periférico, que também induz a concentração 300 vezes mais de mastócitos, como se sabe, esta célula tem como uma das ações específicas a ativação das células envolvidas no processo capilar. Esse processo resulta no impedimento da queda capilar, no nascimento e crescimento dos mesmos. Em sua recente revisão de literatura Hamblin (2019) destacou que no caso da Alopecia Androgenética (AAG), homens e mulheres apresentam respostas positivas ao tratamento, sendo mais pronunciada em mulheres. A tecnologia do LED Vermelho do equipamento Luminus agrega múltiplos benefícios aos tratamentos capilares. Os resultados são a diminuição da queda capilar, cabelos mais saudáveis e espessos. Confira os resultados deste caso clínico: Imagens da região lateral direita do couro cabeludo da paciente antes do tratamento; Resultado após 10 sessões do tratamento de Androgenética (MATTA, 2020). REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA: HAMBLIN, M.R. Photobiomodulation for the management of alopecia: mechanisms of action, patient selection and perspectives. Clinical, Cosmetic and Investigational Dermatology, v.12, P. 669–678, 2019. Profa.  Rose da MattaCosmetologia e Estética Avançada

Fevereiro Roxo – Doença de Alzheimer e a qualidade de vida através da laserterapia

O Fevereiro Roxo reforça a importância do diagnóstico precoce das doenças de Alzheimer, fibromialgia e lúpus para se conseguir oferecer melhor qualidade de vida aos pacientes. Desta maneira queremos alertas sobre essas três doenças e de algum modo oferecer conforto para estas pessoas. A doença de Alzheimer é caracterizada como uma doença neurológica degenerativa, progressiva e irreversível que deteriora progressivamente o nível cognitivo do indivíduo, e mais tarde o funcionamento de todo o seu organismo (ALMEIDA, GOMES E NASCIMENTO, 2014; AZEVEDO et al., 2010).  Os principais sinais e sintomas do Alzheimer são: falta de memória para acontecimentos recentes; perda de memória recente; dificuldade para encontrar palavras; desorientação no tempo e no espaço; dificuldade para tomar decisões; perda de iniciativa e de motivação; sinais de depressão; agressividade; redução do interesse por atividades e passatempos. O objetivo da fisioterapia é retardar a progressão da doença, melhorando a qualidade de vida. O fisioterapeuta pode atuar na fase inicial da doença com o objetivo de retardar o avançar da doença e manter a autonomia do doente por um maior período de tempo. Já na fase avançada, muitas vezes o paciente se encontra acamado. Sendo assim, é necessário que o fisioterapeuta evite a atrofia muscular, mantenha a amplitude de movimento das articulações e evite o surgimento de lesões por pressão. Muitas vezes o paciente permanece acamado por períodos prolongados e isso contribui significativamente para exacerbar o desenvolvimento de lesões. A falta de cuidados com a prevenção, monitoramento e tratamento das lesões por pressão complicam o estado do doente, deixando-o mais debilitado, portanto, sujeito a alterações negativas na recuperação de sua doença, aumentando os custos e tempo de internação. A utilização do laser de baixa intensidade no tratamento de lesões cutâneas contribui para a otimização do processo de cicatrização devido a ação bioestimulante. Andrade, Clark e Ferreira (2014) destacam que a laserterapia de baixa intensidade, aplicada sobre lesões cutâneas, é capaz de promover como principais efeitos fisiológicos: resposta antiinflamatória; angiogênese; proliferação epitelial e de fibroblastos; síntese e disposição de colágeno e contração da lesão. Os avanços tecnológicos dos últimos anos, relacionado aos tratamentos com laser, ocupam lugar de destaque. Neste sentido, o uso do laser como fator acelerador no processo de cicatrização torna-se importante, especialmente pela relevância do aprimoramento científico e desenvolvimento tecnológico na área da saúde, com a finalidade de contribuir para a eficiência da assistência nas fases de cicatrização tecidual e engajar possibilidade facilitadoras desta prática (ANDRADE, CLARK E FERREIRA, 2014; MENDES E TRAJANO, 2019). O Recover da MMO é um laser de baixa intensidade para utilização em procedimentos fisioterápicos. Atua com grande eficiência em patologias agudas e crônicas, além do tratamento em lesões da pele. O uso do Recover no tratamento de lesões por pressão em pacientes acamados oferece resultados rápidos e surpreendentes. Referências Bibliográficas: ANDRADE, F.S.S.D., CLARK, R.M.O., FERREIRA, M.L. Efeitos da laserterapia de baixa potência na cicatrização de feridas cutâneas. Rev. Col. Bras. Cir., v. 41, n. 2, p. 129-133, 2014.MENDES, J.P.M., TRAJANO, E.T.L. Os efeitos da laserterapia de baixa potência na cicatrização de lesões por pressão. Revista PróUniverSUS. 2019 Jan./Jun; 10 (1): 106- 109.ALMEIDA, M.C., GOMES, C.M., NASCIMENTO, L.F. (2014). Spatial distribution of deaths due to Alzheimer’s disease in the state of São Paulo, Brazil. São Paulo Medical Journal, 132, 199-204. doi: 10.1590/1516-3180.2014.1324610.AZEVEDO, P.G., LANDIM, M.E., FÁVERO, G.P., CHIAPPETTA, A.L.M.L. (2010). Linguagem e memória na Doença de Alzheimer em fase moderada. Revista CEFAC, 12, 393-399. doi:10.1590/S1516-18462010005000001. Dra. Karen Laurenti IFSC/USPConsultora em Fisioterapia da MM Optics

Fibromialgia: Conceito e Tratamento

A Organização Mundial da Saúde (OMS), sob o código M79.7 do CID-10, define fibromialgia (FM) como uma condição de dor generalizada, associada à fadiga extrema, alterações no sono e distúrbios cognitivos (BOERMA et al., 2016; GARCÍA, NICOLÁS E HERNÁNDEZ, 2016). Caracterizada como uma síndrome altamente prevalente e incapacitante, afeta principalmente mulheres com faixa etária entre 20 e 55 anos (HEIDARI, AFSHARI E MOOSAZADEH, 2017, MARTINEZ et al., 2017; MATTOS E LUZ, 2012; ÁLVARES E LIMA, 2010; GONÇALVES et al., 2010; CAVALCANTE et al., 2006; SANTOS et al., 2006; STAUD, 2004; YUNUS, 1994). De acordo com Lorente, Stefani e Martins (2014) a prevalência da FM varia entre 0,2 e 6,6% na população geral, sendo as mulheres mais acometidas que os homens, em uma proporção de 9:1. A prevalência de desordens psíquicas, especialmente depressão, entre os pacientes com FM varia entre 49 e 80%. Galvani e colaboradores (2019) e Tirelli e colaboradores (2019) relatam que a patogênese da FM é complexa e ainda desconhecida, porém estudos recentes identificaram possíveis fatores envolvidos na sua fisiopatologia, como: alteração no gene neurotransmissor modulador da sensibilidade à dor; fatores ambientais, por exemplo, infecções; e traumas físicos e psicológicos, que coletivamente, promovem uma alteração geral nos sistemas reguladores de estresse e dor, refletindo negativamente no humor, memória, sono e desempenho cognitivo. A FM não tem cura e seu tratamento visa reduzir a sintomatologia e melhorar a qualidade de vida do paciente através de tratamento farmacológico e terapias alternativas, entretanto, pesquisas apontam relevância clínica questionável sobre o uso de medicamentos e ressaltam os exercícios terapêuticos como uma abordagem de tratamento mais segura e com menos efeitos colaterais (AMBROSE E GOLIGHTLY, 2015; GARCÍA, NICOLÁS E HERNÁNDEZ, 2016). O tratamento da FM deve ser multidisciplinar, individualizado, contar com a participação ativa do paciente e basear-se na combinação das modalidades não farmacológicas e farmacológicas, devendo ser elaborado de acordo com a intensidade e características dos sintomas. Diversas alternativas para o tratamento da FM estão sendo utilizadas, e, dentre elas, pode-se destacar o uso de medicamentos. As classes de medicamentos mais comumente utilizadas para o manejo dessa condição são: os antidepressivos tricíclicos, os inibidores da recaptação de serotonina, os benzodiazepínicos, os anti-inflamatórios esteroidais e não esteroidais, os analgésicos, os neuromoduladores, os miorrelaxantes e os anticonvulsivantes. O tratamento não farmacológico tem papel crucial no controle dos sintomas da FM. Para o tratamento da FM existe um arsenal de modalidades terapêuticas não farmacológicas. Esses tratamentos apresentam boa relação custo benefício se comparados aos tratamentos farmacológicos, são considerados seguros e capazes de proporcionar benefícios aos pacientes, tanto no que se refere à prevenção, como na promoção e até mesmo na recuperação da saúde. Dentre os tratamentos não farmacológicos pode-se citar: massagem terapêutica, acupuntura, eletroacupuntura, hidroterapia, eletroestimulação transcutânea (TENS), yoga, exercício físico, programas de educação em saúde, hidrocinesioterapia, terapia, eletroterapia, entre outros. A fisioterapia dispõe de uma gama de recursos terapêuticos que proporcionam analgesia, sendo o ultrassom e o laser os mais utilizados no alívio da dor, pois amenizaria o impacto desses sintomas sobre a qualidade de vida desses pacientes com fibromialgia. A estimulação tecidual usando a luz, outrora denominada fotobioestimulação tem evidenciando que a ação da luz laser em baixa potência apresenta ação reguladora sobre a resposta inflamatória, reduzindo a sintomatologia dolorosa e estimulando o reparo tecidual. Vale ressaltar que o tratamento deve ser feito por uma equipe multidisciplinar, englobando médico, fisioterapeuta, terapeuta ocupacional, psicólogo, entre outros. O uso do Recupero combina os efeitos mecânicos do ultrassom com os efeitos de fotobiomodulação produzindo um efeito sinérgico de considerável amplitude aliviando a dor, acelerando a reabilitação física e agilizando seu retorno as atividades físicas. A dissertação de mestrado desenvolvida pela fisioterapeuta Juliana da Silva Amaral Bruno destaca que a irradiação mecânica e a fotobiomodulação quando atuadas sinergicamente nas palmas das mãos reduz a dor, favorece a circulação sanguínea e aumenta a produção de ATP, melhorando a disposição dos pacientes. Sendo assim, a aplicação simultânea do ultrassom e laser nas palmas das mãos atua nas fibras sensitivas com estímulos vibratórios e eletromagnéticos resultando em diferentes pressões, e gerando o efeito de micromassagem alterando os estímulos nas fibras aferentes nociceptivas (Sistema Nervoso Parassimpático) e provável redução de resposta dolorosa advindo do sistema nervoso central.   A diversidade de vários protocolos, assim como a variabilidade na aplicação destas, e com a finalidade de padronizar e sugerir um protocolo de referência e eficiência para a FM, Junior e colaboradores (2020) realizaram um estudo comparando vários parâmetros, local de aplicação e a influência no número de sessões de aplicações com tratamento sinérgico de ultrassom e laser. Os autores concluíram que a frequencia de 3 vezes por semana seja mais eficiente que as demais, porém ressalta a necessidade de análise do período total de tratamento. Essa conclusão corrobora com os dados já defendidos pela fisioterapeuta Juliana em seu trabalho de mestrado onde a frequência de tratamento com a periodicidade de 3 vezes por semana em dias alternados apresenta otimização dos resultados na redução da dor, e consequentemente, na melhora da qualidade de vida. Porém, outras frequências atuam na amenização dos sintomas mesmo em proporções menores, mas pode-se planejar de acordo a necessidade do paciente. Sendo assim, a aplicação simultânea do ultrassom e do laser do equipamento Recupero se mostrou um aliado satisfatório no tratamento da fibromialgia apresentando redução dos sintomas da doença, melhora na qualidade de vida e, ao mesmo tempo, reduzindo o sedentarismo e a imobilidade. Com isso, espera-se que essa nova tecnologia seja um aliado no dia a dia da prática clínica do fisioterapeuta. Infelizmente, não existem formas conhecidas para se prevenir da fibromialgia. A MMO disponibiliza de um protocolo de tratamento com o equipamento Recupero que alia praticidade e resultados eficientes que aumenta as chances de alívio da dor e melhora na qualidade de vida. Caderno de Protocolos: https://mmo.com.br/protocolos/!#4-130-recuperoVídeos com os protocolos: https://www.youtube.com/watch?v=2jJDjXKLUyU&list=PLjoPllhTOZUC6k5ZwpY446J8K3lXhoxWF ALBRECHT, P.J., HINES, S., EISENBERG, E., et al. Pathologic alterations of cutaneous innervation and vasculature in affected limbs from patients with complex regional pain syndrome. Pain 2006;120(3):244– 66.ÁLVARES, T. T., LIMA, M. E. A. Fibromialgia: interfaces com as LER/DORT e considerações sobre

Fotobiomodulação Sistêmica Vascular – A Terapia “ILIB”

Há cerca de 9 anos, uma nova modalidade para o emprego de lasers em baixa intensidade surgiu como uma “febre” para os profissionais da saúde e estética: a terapia ILIB (“Intravascular Laser Irradiation of Blood” – Irradiação do Sangue com Laser). Na mesma época, a WALT (World Association for Laser Therapy) mudou a denominação de Fototerapia para Fotobiomodulação, considerando as fontes de luz em baixa intensidade, lasers e LEDs, como agentes fotônicos moduladores das reações fisiológica. A tal terapia “ILIB” propunha, então, adaptar o que em 1981 os soviéticos E.N. Meshalkin e V.S. Sergievskiy [1], haviam iniciado com muito sucesso: o controle da fisiologia cardio-vascular, através da entrega da laserterapia vermelha (660nm), por uma fibra óptica nas artérias ou vasos, atravessando a pele e introduzindo dentro do vaso sanguíneo para, ali, depositar a irradiação de um laser com 3 a 5mW de potência durante 20 a 30 minutos. Os pesquisadores perceberam, em 1981, que a área de infarto, as mortes súbitas diminuíram, porque a laserterapia vermelha, provavelmente, havia fotodesligado o óxido nítrico das moléculas de hemoglobina e então induzido, através do GMP cíclico, o relaxamento das paredes dos vasos e melhorado o fluxo sanguíneo e a oximetria dos tecidos. Então, esses pioneiros, repetiram os experimentos com comprimentos de onda no infravermelho e perceberam que também havia uma melhora na resposta imunológica. Para realizar essa terapia intravascular há necessidade de aparatos especiais, ambiente hospitalar ou ambulatorial, descarte da fibra óptica (uso único) e equipamento específico. Além do custo e de todos os critérios de biossegurança exigidos, o operador deve ser especialmente treinado e precisamos do aceite pelo paciente para ser “perfurado” a cada uma das 3 a 10 sessões que eles propunham, um conjunto de condições que tornavam algo simples em um procedimento complexo, desconfortável e oneroso. Ocorre que, em 1996, em um dos congressos da WALT, que aconteceu em Israel, Dr. Lyaifer, médico endocrinologista, apresentou um estudo seu, para angiopatia de pés de pacientes diabéticos, onde comparou duas vias de administração para a tal Laserterapia Vascular: intravascular (artéria cúbita mediana – antebraço) e a transcutânea (artéria dorsal – dorso dos pés), sob mesmos parâmetros de irradiação, trazendo os resultados de que ambas as vias promoviam as mesmas respostas sistêmicas desejadas.             Em 1998, Gasparyan e Makela [2] citaram que essa “Fotohemoterapia” poderia, na verdade, ser realizada por 3 formas diferentes: intravascular, transcutânea e extra-corpórea (quando o sangue do paciente era coletado, irradiado fora do corpo e reinfundido, como Knott [3] havera proposto em 1945 com vários tratamentos bem sucedidos). Mas, Gasparyan e Makela já ressaltavam que, ainda assim, a forma, a via mais interessante, menos onerosa, indolor e tão eficiente quanto as demais era, sem dúvidas, a transcutânea. Uma vez que as camadas tissulares (da pele) permitem a passagem de luz nos espectros vermelho e infravermelho sem grandes perdas de energia, até atingir o tecido-alvo: vasos sanguíneos no tecido conjuntivo. E ainda, eles concluíram que, não apenas lasers poderiam ser utilizados, mas também os sistemas a bases de Diodos Emissores de Luz, os LEDs, nas faixas espectrais do vermelho (de 630-780nm) e infravermelho próximo (de 808-904nm), e também violeta, azul e verde. Em 1989 e 1991, um grupo de pesquisadores russos [4, 5] iniciaram estudos para rinite e sinusite, onde a laserterapia era aplicada em contato com a mucosa intranasal, e apresentaram melhoras no sistema imunológico, tanto nos experimentos em animais quanto nos tratamentos de pacientes. E em 2014, AILIOAIE et al.[6] apresentaram, pela primeira vez, a laserterapia com efeito sistêmico importante, melhorando a resposta imunológica, quando a irradiação era realizada no assoalho da boca, na região sublingual. Dessa forma, quando essa idéia foi trazida ao Brasil, a proposta já era clara: aplicação transcutânea, mas, erroneamente, difundiram como Terapia ILIB. Vamos corrigir essa denominação para Fotobiomodulação Sistêmica Vascular, onde fontes de luz, lasers ou LEDs, podem ser utilizadas para depositar energias fotônicas, previamente determinadas, sobre a pele, no local onde vasos sanguíneos calibrosos (artérias ou veias) tenham sua maior projeção em direção a pele, e depois evoluindo para as aplicações transmucosas, onde encontramos grande concentração de vasos sanguíneos, ou seja, na região intranasal e/ou região do assoalho da boca – sublingual. O primeiro protocolo estabelecido e que foi amplamente utilizado por vários profissionais da saúde foi: Laserterapia vermelha (660nm) com aplicação transcutânea na região da artéria radial (próximo do pulso, lado medial), por 30 minutos. Mas sempre na artéria radial ou poderia ser em outro local? E sempre com laser vermelho ou infravermelho, e quando escolher um ou o outro? E o tempo, 30 minutos é muito, pouco ou o ideal? Bem, em primeiríssimo lugar, se estamos administrando uma terapia sistêmica, não deveríamos considerar o perfil sistêmico de cada paciente em separado? E reavaliarmos esse paciente a cada sessão? Sim. Isso significa que nem sempre o vermelho será o comprimento de onda mais indicado, nem a via transcutânea sobre a artéria radial, nem mesmo os 30 minutos deve ser fixo. Dessa forma, como poderíamos “montar” os protocolos individualizados? Para tanto, faz-se necessário que um exame bioquímico seja pedido para o paciente, devemos preencher um questionário integrativo, aferir a pressão arterial, aferir a oximetria, entender a qualidade de vida do paciente, sua dieta, suas disfunções metabólicas, seus hormônios, suas enfermidades, e, afinal, o motivo pelo qual poderíamos indicar a Fotobiomodulação Sistêmica Vascular. É fato que a única contra-indicação, até o presente momento, seria Leucemia, devido a falta de estudos científicos que comprovem que sim ou não, então continuamos a contra-indicar. Mas, também é fato que o profissional da saúde quer oferecer o melhor benefício para seus pacientes ao realizar essa terapia sistêmica. Basicamente, podemos dizer que:Quanto às vias de administração: lembrando que independente da proposta do tratamento, sempre haverá ganho sistêmico. – Transcutânea – consideramos indicado as artérias/veias calibrosas mais próximas do tecido-alvo, quando a intenção nãofor apenas melhora sistêmica. Sendo assim, poderemos irradiar artérias/veias radiais (Fig. 1),  temporais superiores, médias e posteriores, pré-centrais e centrais (córtex motor), carótidas, faciais, vertebrais, jugulares, supra-claviculares, cubita mediana, safenas, poplíteas, dorsais e tibiais

A importância da avaliação da pele para diagnóstico correto

Antes de efetuar qualquer procedimento, seja facial ou corporal, é imprescindível o uso de uma ficha de anamnese. Uma ficha de avaliação bem preenchida, com perguntas bem elaboradas e a veracidade das informações podem oferecer um tratamento seguro e o melhor resultado para os clientes. Claro que o profissional que vai analisar os dados contidos na ficha de avalição deve ter um bom conhecimento da anatomia e fisiologia da pele, assim como saber identificar as principais disfunções da pele. Por ser um sistema sofisticado, a pele envolve processos físico-químicos bastante elaborados, principalmente quando é submetida à ação de agressores externos, seja por fatores ambientais ou procedimentos estéticos agressivos já realizados. Seu papel se estende além das propriedades de revestimento e proteção do corpo. Ela possui uma relação específica com os demais órgãos e está integrada aos sistemas de maneira que permite o equilíbrio dinâmico de todo o organismo e o equilíbrio deste com o ambiente externo. A pele e as mucosas estabelecem limite até mesmo entre o que é permitido ou não interagir com o organismo. Além da leitura visual, foram desenvolvidos vários métodos que auxiliam os profissionais a perceber os problemas que podem desencadear as principais disfunções da pele e também a direcionar os melhores tratamentos para pele. Então vamos entender a importância de alguns itens que deve conter na ficha de anamnese. Características da pele: – Biotipo: é o tipo de pele, se ela é normal, seca, mista ou lipídica. Cada biotipo possui características próprias que podem definir qual tratamento a seguir. – Estado cutâneo: condições que se encontra a pele: desidratada, sensibilizada, oleosidade alterada, acne ativa e comedões, manchas, textura da pele (lisa ou áspera), espessura (fina ou grossa), e os óstios (abertos ou contraídos).  A definição do estado da pele, mais o biotipo cutâneo auxilia no diagnóstico e na definição dos procedimentos que deverão ser feitos para amenizar as disfunções da pele detectadas. – Fototipo:  A produção da pigmentação da pele é controlada por vários fatores, internos e externos. Alguns fototipos, principalmente os mais altos, apresentam característica de pigmentação pós inflamatória. É imprescindível que o profissional considere o fototipo na tomada de decisões quanto ao melhor procedimento a ser feito na pele, isso com certeza evita intercorrências. – Fotoenvelhecimento –  a quantificação do nível de envelhecimento, permite a padronização do tratamento mantendo uma comunicação efetiva entre os especialistas da área da estética. Essa classificação é conhecida como Glogau, desenvolvida pelo Dr. Richard Glogau. – Manchas pigmentares – a definição do tipo de manchas, ajuda o profissional determinar o tipo de tratamento adequado de acordo com a idade e fototipo. É necessário identificar se é acromia (ausência da cor), hipocromias (diminuição da cor), hipercromias (aumento da cor), Melasma (distúrbio da pigmentação). – Alterações vasculares – são as alterações da pele que ocorrem devido as disfunções vasculares como as equimoses, rosácea, telangiectasias, etc. Esse tipo de alteração pode levar a reações na pele devido ao uso de algum tipo de cosmético ou tecnologias que tem potencial inflamatório como por exemplo o eletrocautério ou microagulhamento. – Lesões da pele – Dependendo do tipo de lesão, o trabalho do profissional pode ficar direcionado ao controle da lesão, ou pode ser que fique limitado devido aos possíveis efeitos colaterais. As lesões mais comuns são: dermatites, acne, pápulas, comedões, escoriações, xantelasma, etc. Dependendo do tipo de lesão é ideal que o trabalho seja feito em parceria com um dermatologista. – Cicatriz – as cicatrizes podem ser colocadas como o resultado do reparo de tecido em processos de lesões. Existem alguns tipos de cicatrizes a serem consideradas antes de definir o tratamento como: atrófica (houve perda tecidual), hipertrófica (excesso de fibras), retrátil (repuxa, gerando contratura), hipercrômica (manchada), hipocrômica (ausência da cor). Estas são algumas informações importantes para constar na ficha de avaliação para segurança do profissional e da cliente. Vale ressaltar que outras informações como hábitos alimentares, doenças, uso de medicamentos, hábitos de cuidados diários com a pele como uso de protetor solar e outros cosméticos, são de extrema importância para compor um bom direcionamento no tipo de tratamento a ser realizado. As tecnologias disponíveis, como eletrocautério, laser e LEDs, vácuo ou ultrassom, são muito eficientes quando aplicadas da maneira correta e no organismo que esteja apto a reposta aos estímulos produzidos por estas tecnologias de ponta. Portanto jamais desconsidere a avaliação antecipada da pele, faça uma anamnese detalhada de seu cliente, assim com certeza fará as melhores escolhas no tratamento e obterá os melhores resultados. Sandra Costa Esteticista Especialista em Cosmetologia e Marketing | Consultora Técnica da MMO

Fototerapia nos procedimentos de Pós-Operatório Corporal

Segundo a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), pode-se definir como cirurgia plástica um conjunto de procedimentos cirúrgicos utilizados pelos médicos com finalidade de reparar e reconstituir partes do corpo. O Brasil ultrapassou os Estados Unidos e se tornou o país que mais realiza cirurgias plásticas no mundo. Os dados são de uma pesquisa da Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética (ISAPS), divulgada em dezembro de 2019. De acordo com o levantamento, em 2018, foram registradas mais de 1.498.000 mil cirurgias plásticas estéticas em nosso país, além de mais de 969 mil procedimentos estéticos não-cirúrgicos. Esse mercado está em alta e exige mão de obra qualificada e o uso de tecnologias que possam complementar o trabalho do cirurgião. Para atender esta demanda é necessário que os profissionais da saúde busquem conhecimentos e habilidades em técnicas de preparação para intervenção cirúrgica (pré-operatório) e aceleração do processo de recuperação (pós-operatório) com a finalidade de prevenir e controlar complicações comuns desses procedimentos. A grande vantagem desse trabalho especializado é que o paciente não apresenta enfermidade prévia, então há uma redução significativa nas intercorrências, mas podem acontecer, e as mais comuns são: edema, fibrose, equimose, hematoma e deiscência (abertura espontânea dos pontos cirúrgicos ou da cicatriz). Baseados em conceitos científicos sólidos, os cuidados no pré e pós-operatório tem demonstrado fator preventivo de possíveis complicações e promove um resultado estético mais satisfatório. O trabalho bem feito no pré-operatório resulta grande melhora no processo cicatricial, e reduz os incômodos do período pós-operatório, alguns procedimentos são bem aplicados, como: Tratamento cosmético, esfoliação, hidratação e uso de ativos venolinfáticos; Drenagem Linfática Manual; Massagem; Endermoterapia e vacuoterapia; Laser e Ultrassom. Para o período pós-operatório imediato podemos observar alguns sintomas como: Acentuado quadro doloroso; Edema; Equimoses e hematomas; Sobrecarga da drenagem linfática natural; Congestão da circulação venosa; Queda na microcirculação capilar; Ausência da sensibilidade fina. Uma das tecnologias em destaque para atuar nos procedimentos de pré e pós-operatório é o laser de baixa Intensidade. Trata-se de um recurso altamente ativador do metabolismo celular, composto por luzes especiais (Lasers e LEDs) que têm a capacidade de biomodular respostas celulares, aumentando a produção de energia (ATP) e controlando os aspectos negativos da inflamação. De acordo com cada faixa do espectro eletromagnético, a luz interage de forma diferente com a nossa pele. As moléculas do tecido capazes de absorver radiação luminosa são denominadas CROMÓFOROS. A partir da absorção dessas luzes por cromóforos específicos, a energia luminosa transforma-se em energia química para ativação celular e, assim, ocorre a interação da luz com o tecido biológico. Nos procedimentos de pós-operatório, dois comprimentos de onda são fundamentais, o Vermelho e o Infravermelho. Alguns benefícios do uso da luz podem ser citados, como: Estimulação celular de defesa e imunidade (linfócitos, mastócitos); Aumento de ATP mitocondrial; Proliferação celular; Efeito modulador da anti-inflamação; Melhora da circulação local; Neovascularização; Síntese de colágeno; Indução do processo de cicatricial; Drenagem linfática (aplicada aos gânglios linfáticos). No processo de reparação de feridas, podemos destacar que o uso da fototerapia favorece: Aumento da atividade quimiotática e fagocitária dos leucócitos (estudos in vitro); Ativação dos linfócitos; Aumento da atividade fagocitária dos macrófagos (limpeza e incentivo a fase de proliferação); Proliferação de células endoteliais, formação de novos vasos, aumento do tecido de granulação e relaxamento da musculatura vascular lisa contribuindo assim para a diminuição da dor (analgésico). É sempre importante buscar conhecimento e utilizar tecnologias embasadas em estudos que possam garantir a eficácia e a segurança para profissionais e pacientes. Sandra Costa Esteticista Especialista em Cosmetologia e Marketing | Consultora Técnica da MMO