Personalização dos tratamentos estéticos. Uma Necessidade!

Tendência do mercado – Realidade da Estética Avançada – Habilidade dos profissionais da área para análise diferenciada das disfunções inestéticas. Se voltarmos um pouco no tempo, vamos nos dar conta do quanto conseguimos evoluir dentro da área da estética. Há poucos anos atrás existia uma defasagem no Brasil com relação às tecnologias que são oferecidas mundialmente. Mas isto mudou muito, agora devido ao grande avanço da internet, temos acesso às novidades que chegam com apenas um “clique” e daí ficamos informados e temos acesso a tudo que acontece no mundo da beleza.  Temos como exemplo os tratamentos atuais a base de lasers modernos, radiofrequência, ultrassom de alta potência e os dermocosméticos que atualmente usam substâncias tecnológicas como células tronco de origem vegetal, fatores de crescimento, hidratantes de alta performance na regulação do fluxo de água na pele, agentes redutores de precisão, e muito mais. Com estes avanços,  os profissionais da estética que trabalham a favor da beleza, devem se atualizar constantemente  em cursos e congressos nacionais e internacionais, ler e assinar revistas,  consultar sites especializados, para poder utilizar de forma otimizada os mais novos recursos tecnológicos , além de buscar o conhecimento adequado da pele para desenvolver protocolos específicos de acordo com as expectativas e necessidades de cada pessoa. Quando queremos tratar nossa pele, é muito importante saber se o profissional tem habilidades e conhecimento suficiente para propor o tratamento ideal para obter os resultados desejados. Estamos vivendo na era da individualização, é fato que atualmente os consumidores de forma geral, procuram se diferenciar um dos outros, fugindo da padronização, divulgando publicamente sua personalidade e buscando sempre, e muito bem informado, aquilo que melhor atende suas necessidades. Dentro deste quadro é necessário que os protocolos prescritos sejam baseados no mapeamento das disfunções de cada indivíduo, como também na prevenção e amenização destas disfunções que são geradas no desencadear do envelhecimento da pele. Bem, com tanta tecnologia e informação a disposição de todos, como fazer as escolhas certas já que o mercado oferece tantas opções?  Como saber se o tratamento oferecido foi baseado na análise de forma individual? A grande diferença está no profissional que conduz e orienta o melhor caminho para o tratamento e adéqua a rotina do cliente para buscar resultados mais satisfatórios. Atualmente os clientes são muito participativos e questionadores e muitas vezes chegam com todas as informações na ponta da língua. Porém, precisamos compreender que somente quem detém o conhecimento pode fazer toda a diferença nas escolhas dos tratamentos. É responsabilidade do  profissional saber como dosar adequadamente os produtos  e a intensidade dos equipamentos conforme a necessidade de cada pessoa, isto é fundamental para os resultados , e com saúde não se brinca, cada individuo possui uma genética e tolerâncias diferentes  e cada profissional tem estar habilitado para fazer as avaliações de forma personalizada para direcionar sempre as melhores tecnologias em prol de resultados, afinal este é o objetivo, conseguir resultados satisfatórios , com prazos curtos e de forma segura, fazendo o diferencial de mercado. Por meio de uma anamnese bem elaborada, pode-se dosificar a quantidade de ativos necessários e controlar as intensidades dos equipamentos utilizados, a cada situação proposta, podendo ser alterada no percurso do tratamento conforme os resultados obtidos.  Podemos então dizer que saímos da era dos protocolos generalizados para protocolos personalizados baseados no conhecimento e na valorização das diferenças e conduzindo para resultados mais efetivos em cada caso. Nada mais coerente, já que cada ser humano apresenta necessidades e respostas determinadas de acordo com seu estilo de vida e sua genética. Diante deste cenário e da incessante busca da beleza e da pele perfeita, é importante que os profissionais estejam sempre em constante atualização para atender a expectativa dos consumidores, com inovação e credibilidade científica. Temos sim, de valorizar o ser humano de forma única. Afinal não há ninguém com uma pele igual a outra! Inove, crie um diferencial dentro de um mercado tão concorrido!   Sandra CostaEsteticista Especialista em Cosmetologia e Marketing.Profª da Pos Graduação em Estética. Ministrante de Cursos de Atualização em Estética Facial e Corporal.Consultora Técnica MMO Equipamentos.

Uso da fluorescência em cirurgias de osteonecrose de maxilares

Texto por: Letícia Lang e Emanuela Paluski Pereira A osteonecrose dos maxilares é uma complicação oral cada vez mais frequente nos dias atuais, devido ao crescente uso de medicações antirreabsortivas, como os bisfosfonatos e Denosumab. Para tratamento dessa complicação, muitas terapias têm sido propostas, sendo a cirurgia uma das mais resolutivas, associada a outras terapias de controle de infecção, como antibioticoterapia e terapia fotodinâmica antimicrobiana, por exemplo. Porém, um dos grandes desafios do cirurgião dentista, ao realizar uma cirurgia para remoção desse osso necrótico é justamente ter a certeza de que está removendo todo o osso afetado, já que ao remover menos do que o necessário haverá muita chance de recidiva e se remover em excesso pode comprometer o osso remanescente, fragilizando-o e levando ao risco de  fratura. Um parâmetro muito comum utilizado para avaliar a viabilidade óssea em cirurgias orais é verificar o sangramento do osso. Entretanto, quando estamos falando de osteonecrose provocada por medicamentos, esse recurso pode falhar, pois estudos histológicos mostram que o sangramento ósseo nem sempre se correlaciona com vitalidade óssea em toda a extensão avaliada, o que torna muito difícil delimitar as margens cirúrgicas livres de necrose. Com isso, não é incomum que, mesmo cirurgiões mais experientes, ao realizarem uma cirurgia para remoção de osso necrótico em pacientes com osteonecrose por bisfosfonato acabem por não remover todo o osso afetado, comprometendo assim o resultado do tratamento. Para nos auxiliar nesse ponto, temos utilizado uma técnica que muito tem nos ajudado a distinguir o osso necrótico do osso vital: a fluorescência. Alguns antibióticos, como a tetraciclina e seus derivados (especialmente a Doxiciclina) têm propriedades fluorescentes e, quando administrados por um período de tempo antes do procedimento cirúrgico, incorporam-se ao osso, fazendo com que ele se apresente com uma coloração verde fluorescente, mediante o uso de uma luz de comprimento de onda em torno de 525 a 540 nm. Assim, com o uso dessa luz específica, o osso viável apresentará uma fluorescência verde brilhante no momento da cirurgia, sendo bastante diferente do osso necrótico, que não apresentará fluorescência ou apresentará somente uma fluorescência bem opaca, apagada. Com isso, utilizamos o Evince da MMO para distinguir o osso vital do osso necrótico, removendo totalmente o osso não vital, sem, no entanto, remover osso com vitalidade, preservando o remanescente ósseo saudável. Alguns artigos mostram que o osso possui uma autofluorescência e que equipamentos como o Evince podem facilmente identificar essa diferença entre vitalidade óssea e osso necrótico, sem a necessidade da utilização de antibióticos derivados de tetraciclina. Mas, ao introduzirmos a Doxiciclina, nesse caso de osteonecrose dos maxilares, estamos utilizando tanto as propriedades antimicrobianas do antibiótico, devido à sua grande afinidade pelo cálcio e, portanto, alta incorporação óssea, quanto a sua capacidade de fluorescência, o que torna a terapia ainda mais eficiente. A técnica da fluorescência já é usada para outros fins na odontologia, como por exemplo no diagnóstico de lesões orais e diferenciação de lesões pré-malignas, sendo muito fácil de usar. Novos estudos precisam ser feitos a fim de otimizar a técnica e protocolar sua utilização, mas o uso da fluorescência tem se mostrado uma importante ferramenta em cirurgias de osteonecrose dos maxilares provocada por medicamentos. Caso clínico realizado por Letícia Lang e Emanuela Paluski Pereira em paciente que fez uso de bisfosfonato endovenoso e apresentou osteonecrose em rebordo mandibular após trauma por prótese total. Foto 1 – osteonecrose provocada por bisfosfonato, em rebordo mandibular | Foto 2 – uso do Evince mostrando o osso necrótico com uma fluorescência pálida, avermelhada, indicando a presença de bactérias | Foto 3 – após remoção do osso necrótico, o Evince mostra que todo osso necrótico foi removido, apresentando uma fluorescência verde bem brilhante ____ Referências Bibliográficas: Treatment of Medication-Related Osteonecrosis of the Jaw, Christoph Pautke in: Medication-Related Osteonecrosis of the Jaws: Bisphosphonates, Denosumab, and New Agents, Sven Otto, 2015, Springer. Pautke C, Vogt S, Kreutzer K, Haczek C, Wexel G, Kolk A, et al. Characterization of eight different tetracyclines: advances in fluorescence bone labeling. J Anat. 2010;217(1):76–82. Assaf AT, Zrnc TA, Riecke B, Wikner J, Zustin J, Friedrich RE, et al. Intraoperative efficiency of fluorescence imaging by Visually Enhanced Lesion Scope (VELscope) in patients with bisphosphonate related osteonecrosis of the jaw (BRONJ). J Craniomaxillofac Surg. 2013;4. Otto S, Baumann S, Ehrenfeld M, Pautke C. Successful surgical management of osteonecrosis of the jaw due to RANK-ligand inhibitor treatment using fl uorescence guided bone resection. J Craniomaxillofac Surg. 2013;41(7):694–8. Ristow O, Pautke C. Auto-fluorescence of the bone and its use for delineation of bone necrosis – a technical note. Int J Oral Maxillofac Surg (2014).

Fotobiomodulação para cicatrização e reversão de parestesia em paciente acidentado

  Texto por: Ana Carolina Urbaczek*; Rosimeire Fernandes da Matta**; Rosane de F. Z. Lizarelli***   A Laserterapia é uma tecnologia que tem cada vez mais apresentado um crescimento significativo em diversas áreas médicas, para tratamento de inúmeros problemas, e também na área da estética. As propriedades terapêuticas dos LEDs e LASERs de baixa intensidade, aliadas à segurança do tratamento, são os principais responsáveis por esse crescimento (LIZARELLI, 2005; HAMBLIN, 2017; LIZARELLI, 2018). No campo terapêutico, vários estudos demonstram que a utilização do LASER de baixa intensidade pode acelerar a cicatrização de feridas, e minimizar os prejuízos secundários a sua presença. Os efeitos primários (bioquímicos, bioelétricos e bioenergéticos) do tratamento com LASER de baixa intensidade, atuam a nível celular promovendo aumento do metabolismo, aumento da proliferação, maturação e locomoção de fibroblastos e linfócitos, intensificação da reabsorção de fibrina, aumento da quantidade de tecido de granulação e diminuição da liberação de mediadores inflamatórios, acelerando assim o processo de cicatrização e permitindo que o paciente retorne mais rápido às suas atividades de rotina (BOURGUIGNON-FILHO et al., 2005; DEMIR et al., 2004; ENWEMEKA et al., 2004). A Parestesia é um distúrbio neuro sensitivo causado por uma lesão no tecido neural que causa distúrbios na sensibilidade nas regiões inervadas pelo nervo afetado. Frequentemente se associam à insensibilidade local um certo grau de dor e desconforto, mas principalmente à sensação de “formigamento”. Geralmente é decorrente de fatores como complicações de cirurgias odontológicas, fraturas, bloqueios anestésicos, lesões, traumas, entre outros (PRADO, 2004; LIZARELLI, 2018). Recentemente, a Laserterapia vem sendo utilizada em casos de transtornos neurossensoriais, como é a parestesia (LIZARELLI, 2018). A irradiação da região com LASER de baixa intensidade visa a reparação das fibras nervosas periféricas e a restituição da função neuronal, propiciando a recuperação sensitiva. A regeneração nervosa se dá pela proliferação das células de Schwann, células essas que formam a bainha de mielina no sistema nervoso periférico, que correspondem às colunas celulares compactas que servem de guia para os axônios que vão se formar posteriormente. Toda essa regeneração nervosa requer grande quantidade de energia, e o LASER durante a laserterapia estimula as mitocôndrias para essa produção de energia (aumento do metabolismo energético) necessária. Além disso, o LASER de baixa intensidade aumenta a amplitude do potencial de ação das células nervosas acelerando a regeneração destas, estimulando assim a função neurosensorial (PRADO, 2004; MANDELBAUM-LIVNAT et al., 2016). Assim, o LASER de baixa intensidade atua terapeuticamente nos sistemas biológicos, promovendo analgesia temporária, regulação do processo inflamatório, ou na biomodulação das respostas celulares. Pelo fato de que a aplicação de doses com o comprimento de onda adequado pode-se estimular o metabolismo celular, aumentar a microcirculação local e acelerar a velocidade de cicatrização, restabelecendo-se o equilíbrio fisiológico. No caso apresentado a seguir, o paciente sofreu um acidente ao cair de uma bicicleta e apresentava dor, edema, hematomas e lesões na pele. Dois dias depois iniciou-se a laserterapia para tratamento das lesões utilizando-se o Aparelho Vênus – MMOptics (São Carlos, SP, Brasil). A sessão foi iniciada irradiando-se os principais linfonodos da face e pescoço (pré-auricular, submentoniano, submandibular, supraclavicular) com LASER infravermelho (808nm) 6J (30 segundos) por grupo de linfonodos. Em seguida, os locais de hematoma e dor foram irradiados com LASER infravermelho (808nm) sob parâmetro de 12J de energia total (60 segundos de tempo de irradiação) por área (8,9cm² – área da ponta acrílica do “cluster” do equipamento Vênus), com exceção dos hematomas da pálpebra superior onde neste local utilizou-se o LED âmbar no “Modo Vital”. Os locais de ferimento foram irradiados com o LASER vermelho (660nm) sob parâmetro de 10J de energia total (50 segundos de tempo de irradiação) por área (8,9cm² – área da ponta acrílica do “cluster” do equipamento Vênus). Além disso, durante a laserterapia local, o paciente recebeu tratamento com a terapia ILIB transcutâneo na artéria radial (ILIB TC AR) do pulso esquerdo por 30 minutos (180J), modo iL1 (Recover, MMOptics). Na figura 1 observa-se a evolução do tratamento após 3 aplicações com intervalos de 48h. Observa-se que ao final do tratamento, não houve formação de cicatrizes no tecido que havia sido lesionado, sendo esta uma das vantagens da fotobiomodulação da cicatrização.   Figura 1: Evolução do tratamento com laserterapia para recuperação das lesões, edema e dor, após 3 aplicações de LASER e LED.   Após a cicatrização das lesões superficiais o paciente passou a referir falta de sensibilidade na metade do lábio superior e logo abaixo do maxilar. Foram então realizadas 2 sessões utilizando-se o aparelho Laser Duo – MMOptics (São Carlos, SP, Brasil) com intervalo de 48h entre cada sessão. Foram irradiadas as ramificações dos nervos infra-orbitário e alveolar superior (figura 2), com LASER infravermelho (808nm), sendo os dois pontos com energia total de 90J (15 minutos parado) cada um, sendo um em contato com a mucosa gengival no local anatômico referente à fossa canina – ramo do nervo alveolar superior, e outro ponto extra-oral – forame infra-orbitário, em contato com a pele.   Figura 2: (A) Região onde o paciente relatava falta de sensibilidade, nos pontos vermelhos havia referência de leve dor. (B) ramos dos nervos possivelmente atingidos com o trauma e correlacionados com a região de desconforto referida pelo paciente. (C) aplicação de LASER infravermelho (808nm) 90J (15 minutos parado) no ramo do nervo infraorbitário. (D) aplicação de LASER infravermelho (808nm) 90J (15 minutos parado) no ramo do nervo alveolar superior.   Após a primeira sessão o paciente relatou melhora na sensação dolorosa e recuperação da sensibilidade na região. Após 48h foi realizada a segunda sessão e depois de alguns dias o paciente relatou plena recuperação da sensibilidade. Desta forma, a Fotobiomodulação com LASER em Baixa Intensidade tem se mostrado uma importante terapia coadjuvante na recuperação de pacientes submetidos a traumas acidentais. Conclui-se assim que a laserterapia é uma alternativa de tratamento eficaz para o tratamento de lesões superficiais da pele / feridas e de casos de distúrbios neurossensitivos / parestesias. O seu mecanismo de ação cicatrizador restaura o tecido cutâneo e a função neural, sendo vantajoso por não ser

Os benefícios da vacuoterapia combinada com a laserterapia

O atual cenário brasileiro ilustra o mercado de fisioterapia saturado. Assim sendo, uma solução para alcançar destaque, é ser um profissional diferenciado. Para tal, é necessária constante atualização e a utilização de equipamentos inovadores, de ponta. O novo queridinho dos fisioterapeutas é o equipamento Vacum Laser, que associa a terapia fotodinâmica à pressão negativa. Este equipamento é indicado para recuperação muscular, dor crônica, fibromialgia, dorsalgia, disfunção temporomandibular, osteoartrose, osteoartrite, epicondilite, bursite, síndrome do túnel do carpo, mielomeningocele, entre outras patologias. O equipamento possui três lasers vermelhos e três infravermelhos, que atingem menores e maiores profundidades de penetração, respectivamente. Dessa forma, atuará nos efeitos anti-inflamatório, cicatricial, circulatório e analgésico, visto que estimula a liberação de histamina, serotonina e prostaglandina, inibe bradicinina, estimula a produção de ATP, matriz colagenosa e tecido de granulação, melhora a troficidade tissular, aumenta o fluxo sanguíneo local e diminui o processo inflamatório, dor e edema. O vácuo, por sua vez, trabalha por sucção sobre a pele, baseada na associação da aplicação de pressão negativa do vácuo com a pressão positiva do sangue, alcançando tecidos mais profundos. Isso resulta em um efeito drenagem e mobilizador de tecido adiposo, uma vez que aumenta o aporte sanguíneo e de nutrientes, mobiliza e ativa o metabolismo das células adiposas, facilita a circulação linfática e massageia o tecido conjuntivo. A união da vacuoterapia e da laserterapia, em um único aparelho, soma para a prática clínica e contribui para atingir melhores resultados. Para disfunções em ombro, cotovelo, mão, punho, joelho, coluna e articulação coxofemoral, por exemplo, utiliza-se ambos os comprimentos de onda (vermelho e infravermelho), modo contínuo e pressão entre -100 e -400mmHg. A possibilidade de combinar duas terapias bem embasadas na literatura, como a vacuoterapia (estímulo mecânico) e a laser terapia (estímulo fotônico), abre uma gama de indicações clínicas para o fisioterapeuta. Esse procedimento é um adicional que pode fazer a diferença no sucesso do tratamento, oferecendo mais conforto e proporcionando um aspecto tecnológico que chama a atenção e agrega valor ao trabalho. Ms. Natália Oiring de Castro Cezar Gerontóloga e Fisioterapeuta Doutoranda em Fisioterapia na Universidade Federal de São Carlos

Uso dos lasers vermelho e infravermelho nas intercorrências com toxina botulínica

Em todo o mundo, o uso da toxina botulínica tem se tornado cada vez mais frequente entre pacientes de ambos os sexos e de idades variadas. A toxina tem sido utilizada para fins terapêuticos em casos de bruxismo, estrabismo, blefaroespasmo, espasmo hemifacial, rigidez muscular, hiperidrose, bexiga hiperativa e dor de cabeça crônica.  Mas atualmente o maior uso é o estético como forma de driblar a passagem do tempo. Neste conceito, é indicada para a prevenção do aparecimento de rugas estáticas e no tratamento de rugas dinâmicas, amenizando e retardando alguns aspectos do envelhecimento facial. Isto ocorre porque a toxina botulínica atua na junção neuromuscular produzindo uma desnervação química reversível, que leva à uma degeneração axonal distal, porém, transitória sobre o funcionamento da placa motora. O efeito produzido é o relaxamento muscular temporário, causando o desaparecimento das rugas finas e atenuação das mais profundas. Porém, a recuperação da função muscular acontece depois de algumas semanas ou mesmo meses, devido à rápida formação de novas junções neuromusculares. Entretanto, algumas aplicações podem resultar em reações adversas e intercorrências como: edema local, olho e boca secos, cefaléia, sensação de peso local, elevação excessiva da cauda do supercílio, assimetrias, paralisação indesejada de alguns músculos e a mais temida das intercorrências, a ptose palpebral. Atualmente a tecnologia fornece alguns recursos que permitem a reversão destas intercorrências em poucas sessões. Dentre eles, os Lasers vermelho e infravermelho, que promovem o rebrotamento nervoso (crescimento de brotamentos axonais laterais) e o reestabelecimento das proteínas de fusão, ocorrendo assim, a recuperação da junção neuromuscular com a restauração do tônus muscular, como podemos observar na figura 1.   Figura 1: (A) Fase de rebrotamento. (B) Fase do reestabelecimento. Fonte: www.fisioon.com.br   Além disso, a fotobiomodulação também é capaz de promover um aumento na vascularização, na produção de ATP e dos potenciais de ação das células musculares, que colaboram diretamente com o processo de reversão da intercorrência. Na figura 2, apresentamos um caso de assimetria do lábio causada por intercorrência de aplicação de toxina botulínica no músculo orbicular da boca, na tentativa de correção das rugas conhecidas como “códigos de barras”. Após 3 sessões de aplicação dos Lasers vermelho (660nm) e infravermelho (808nm), irradiados separadamente, observamos a recuperação total da simetria.   Figura 2: Caso de intercorrência com toxina botulínica causando assimetria dos lábios e total reversão após 3 sessões de aplicação dos Lasers vermelho (660nm) e infravermelho (808nm) a cada 48h.   Desta forma, para correção das intercorrências com toxina botulínica deve-se aplicar o Laser sobre o músculo afetado pela toxina, estimulando o rebrotamento e o reestabelecimento da junção neuromuscular. Entretanto, devemos destacar ainda que, a ação do Laser mesmo que local, pode atuar nos músculos adjacentes à área irradiada causando diminuição do tempo de efeito da toxina botulínica.   REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS CARRUTHERS, A.; Carruthers, J. Botulinum Toxin: Procedures in Cosmetic Dermatology. 3.ed, Londres: Saunders Elsevier, 2013. DAYAN, S. H. Complications from toxins and fillers in the dermatology clinic: recognition, prevention, and treatment. Facial Plast Surg Clin North Am. 2013 Nov; v. 21, n.4, p. 663-73, 2013. LIZARELLI, R. F. Z. Reabilitação Biofotônica Orofacial – Fundamentos e Protocolos Clínicos. 1.ed, São Carlos: Compacta Gráfica e Editora, 2018. MENEZES, P.F.C. Aplicação da Luz na Dermatologia Estética. 2ª. Ed. São Carlos: Compacta Gráfica e Editora, 2018. SORENSEN, E. P.; URMAN, C. Cosmetic complications: rare and serious events following botulinum toxin and soft tissue filler administration. Journal of drugs in dermatology: JDD, v. 14, n. 5, p. 486-491, 2015. Drª Ana Carolina Urbaczek Colaboradora da Pós-Graduação em Biofotônica Estética do Instituto de Pesquisa e Ensino em Biofotônica – IPEB. Colaboradora do IFSC-USP. Mestre e Doutora pela Universidade Estadual Paulista – UNESP e Pós-doutora pela Universidade de São Paulo – USP. Especialista em Medicina Tradicional Chinesa e Acupuntura Estética. Experiência em pesquisa e desenvolvimento nas áreas biomédicas. Atuação clínica em estética avançada e terapias alternativas.

Fototerapia na estética

  O uso da luz não é novidade na história da humanidade. Desde a pré-história é utilizada como forma de terapia. Na Grécia antiga o banho de sol era usado para tratar e curar doenças. Mais tarde, foram considerados os efeitos bactericidas da luz solar (UV), dando início a utilização da luz como forma de terapia: fototerapia. Atualmente, a fototerapia pode ser feita através de equipamentos com dispositivos com LASERS e LEDs. A interação da luz com a nossa pele, acontece através de moléculas fotorreceptoras chamadas cromóforos que absorvem a luz e a transforma em energia para nossas células,  estimulando o metabolismo e induzindo a reações químicas,  que dão  origem a uma cascata de respostas celulares, promovendo benefícios na pele que vão desde a hidratação superficial, aumento da produção de colágeno até o controle dos processos inflamatórios. • LASER significa: Light Amplification Stimulation Emission Radiation. (Amplificação de luz por emissão estimulada da irradiação) • LED significa: Luz emitida por diodo.  A diferença entre os LED’s e o LASER de baixa potência está na formação da luz. O laser está contido dentro de uma cavidade óptica, e emite feixes de luz coerentes e colimados (pontual). No caso dos LED’s não existe esta cavidade óptica, a emissão da luz não é coerente e colimada, mas produz uma onda eletromagnética próxima do laser, sendo assim tem resultados semelhantes ao laser! Para a estética ambos têm uma aplicabilidade muito grande para atender as mais variadas disfunções da pele, como: Limpeza de pele, rejuvenescimento, acne, gordura localizada e celulite, pós-operatório, clareamento da pele, microagulhamento, e muito mais…  Não há dúvidas sobre os efeitos positivos da luz nos tratamentos estéticos, muitos estudos científicos dão embasamento nos mais diversos protocolos, principalmente comprovando a excelente ação terapêutica na produção de colágeno, melhora da circulação sanguínea e linfática, promovendo a estimulação de celular, resultando em vários benéficos para pele, sendo que o uso do laser se torna um grande diferencial do profissional estético. As luzes mais comuns que utilizamos são: Luz Azul: Atua somente na epiderme (pele superficial), tendo função bactericida e fungicida, ela é bem aplicada por exemplo no tratamento da acne, sendo também muito usada para hidratação e coadjuvante no clareamento e limpeza da pele. Luz Vermelha: Atua na camada intermediária da pele, elevando o nível de energia celular ativando células importantes como o fibroblasto responsável pela firmeza da pele. Melhora a circulação, oxigenação e nutrição da pele.  Luz infravermelha: Atua nas camadas mais profundas da pele, promove ativação dos fibroblastos, também células de defesa   modulando processos inflamatórios e analgesia temporária. Também pode ser usada para reduzir edemas.  Luz Laranja/Âmbar: Atua na camada intermediaria da pele, sendo absorvida por ribossomos presentes na célula, aumenta o metabolismo, o que leva à maior produção de colágeno e espessamento das fibras colágenas, o que torna a pele muito mais firme, elástica e densa…..notoriamente mais rejuvenescida. A fototerapia é um tratamento coadjuvante aos tratamentos estéticos, e de modo geral ela mostra-se sobretudo, como uma excelente aliada a ser usada antes de outros tratamentos estéticos, porque potencializa os resultados, gerando uma satisfação ainda maior no cliente. Cada dia mais os consumidores estão atentos e exigentes aos procedimentos oferecidos nas clínicas da estética, este mercado está em pleno crescimento. A busca tem sido incansável por resultados mais rápidos e efetivos. O uso da fototerapia, essa ferramenta de tecnologia avançada, torna profissionais qualificados em destaque, visto que obtém resultados mais satisfatórios e ganham a lealdade de clientes que se tornam muito mais satisfeitos.    Sandra Costa Esteticista Especialista em Cosmetologia e Marketing Profª da Pos Graduação em Estética. Ministrante de Cursos de Atualização em Estética Facial e Corporal. Consultora Técnica MMO Equipamentos. Consultora Técnica Ellementti Dermocosméticos Diretora Técnica Empresa Skin Health Produtos e Serviços.

Tratamento fisioterapêutico (à laser) na cicatrização de feridas

A fisioterapia utiliza o laser para o tratamento de dor, inflamação, cicatrização e lesões músculo-esqueléticas. As propriedades do laser estão diretamente relacionadas com o seu comprimento de onda (nm), potência (mW), dose (J) e tempo aplicados (segundos). No que tange ao reparo tecidual, o laser tem ação: 1. Anti-inflamatória: porque estimula a liberação de histamina e serotonina e inibe a formação de bradicinina. 2. Cicatricial: visto que estimula a produção de ATP e a matriz colagenosa, promove a produção de ácidos nucléicos, aumenta a divisão celular, melhora a troficidade tissular, favorece a liberação de fatores de crescimento dos fibroblastos, aumenta o tecido de granulação e as fibras colágenas, neoformação de vasos sanguíneos, intensifica a reabsorção de fibrina e colágeno e, a partir de mediadores químicos, proporciona estímulo da microcirculação.  O laser Recover da MM Optics tem sido amplamente utilizado por profissionais da saúde para diversos efeitos terapêuticos, dentre eles, para a cicatrização de feridas. Tem fácil manuseio, é leve, pequeno, portátil e recarregável a bateria (autonomia de 4 horas de uso).   No caso de úlceras diabéticas e varicosas, recomenda-se como protocolo neste aparelho, para esta patologia, o laser vermelho (660nm), com potência de 100mW e energia de 1 a 2J. No caso de queimaduras, recomenda-se o mesmo protocolo, entretanto, com energia entre 1 e 3J. Seja em úlceras ou queimaduras, sugerem-se duas aplicações semanais, em dias intercalados. Além disso, a aplicação deve ser feita pontualmente sobre a lesão (conforme ilustra a figura abaixo), em contato com a borda da lesão e sem contato com o centro da lesão, em forma de “varredura”, ou seja, toda a área do centro da úlcera deve ser tratado pontualmente, com distância de aproximadamente 0,5 cm. É importante salientar que o profissional e o paciente deverão fazer uso de óculos de proteção específico (como exibidos na imagem abaixo – acompanham o equipamento Recover).                    Na literatura encontram-se inúmeros trabalhos que fizeram uso do equipamento Recover para esta finalidade com outros parâmetros que também obtiveram êxito.  Além disso, também há um manuscrito interessante que utilizou este equipamento para cicatrização após cirurgia bariátrica, que obtiveram diminuição da temperatura da ferida, maior velocidade no processo inflamatório, melhor cicatrização e redução da dor (Ojea et al., 2016).  Recover também foi utilizado para a inativação fotodinâmica na cicatrização da Síndrome de Fournier e obteve inativação completa das bactérias Staphylococcus aureus e Clostridium perfrigens e inativação significativa da Escherichia coli (Pereira et al., 2018). Referências: Ojea AR, Madi O, Neto RM, Lima SE, Carvalho BT, Ojea MJ, Marcos RL, Silva FS, Zamuner SR, Chavantes MC. Beneficial Effects of Applying Low-Level Laser Therapy to Surgical Wounds After Bariatric Surgery. Photomed Laser Surg. 2016;34(11):580-584. Pereira NM, Feitosa LS, Navarro RS, Kozusny-Andreani DI, Carvalho NMP. Use of photodynamic inactivation for in vitro reduction of prevalent bacteria in Fournier’s Gangrene. Int Braz J Urol. 2018;44(1):150-155.     Ms. Natália Oiring de Castro Cezar  Gerontóloga e Fisioterapeuta Doutoranda em Fisioterapia na Universidade Federal de São Carlos Consultora Técnica MMO Equipamentos

Política de Privacidade – Aplicativo MMO Protocolos 2.0

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Orleans

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Vacum Laser na Estética Facial

  Os tratamentos estéticos atuais demonstram muitos resultados positivos com as interações das ferramentas usadas, como eletroterapia, cosmético e orientação profissional, levando-se em conta que essas ferramentas para obter resultado devem ser combinadas de maneira inteligente e com o foco na fisiologia tecidual, tudo isso traz uma grande alquimia, diferenciando os profissionais de sucesso. As ferramentas de agressões são inúmeras, mas é importante que se estimule o tecido, sem danificá-lo. A terapia de vácuo com incidência de luz, faz uma sinergia muito benéfica aos músculos, gorduras e pele, estimulando as fibras de sustentação, criando condição de reparo tecidual, propiciando a hidratação, tudo isso faz parte das etapas do rejuvenescimento. O preparo da pele é importantíssimo para que a terapia de estímulo aconteça uniforme no tecido, os sabonetes com ácido, peeling químicos leves, peeling de diamante, são ótimos preparadores, descarregando toda sujidade, deixando a pele pronta para receber um sérum de ativos e um óleo vegetal adequado para deslizar a manopla. No facial, usamos a manopla menor com o modo pulsado, assim tracionamos o tecido e incidimos fototerapia, causando um intumescimento celular, que traz água ao tecido, aporte nutricional e aumento da vascularização, criando uma condição de permeação de ativos. O resultado é o lifting facial, um efeito imediato, mas que repetido dentro de um número de sessões, leva a uma organização tecidual, aplanamento, nutrição e um resultado efetivo.   Protocolo: Vacum Laser  – Lifting facial   1- Higienizar a região com Espuma de ácido glicólico a 10%, massagear e remover com água 2- Fazer uso do peeling de diamante ou esfoliante físico (caso a pele for expeça) 3- Aplicar sérum ou ampolas com ativos alvos de rejuvenescimento, massagear até total absorção 4- Aplicar um óleo vegetal compatível com o tipo de pele   Programação do Vacum Laser   – Modo: Pulsado/ MP8/ 20 min/ comprimento 660 nm e 808 mn/ pressão mínima 50mbar a 120 mbar – Comece estimulando o sistema linfático 30 seg por ponto/ 3 min de cada lado, levando sentido pescoço  – No sentido muscular acompanhe o ritmo do pulsar do equipamento, movimentando a manopla sentido origem e inserção muscular (ascendente), 5 min de cada lado – Nos pontos de gordura a serem trabalhados, pare a manopla e incida luz 1 min para estimular a gordura (ex: região mento) – Com papel toalha ou gaze, retire o excesso de óleo e finalize com filtro solar.   Número de sessões: 1ª Sessão      Profa. Cecília Manoel Esteticista e Cosmetóloga