Segundo a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), pode-se definir como cirurgia plástica um conjunto de procedimentos cirúrgicos utilizados pelos médicos com finalidade de reparar e reconstituir partes do corpo. O Brasil ultrapassou os Estados Unidos e se tornou o país que mais realiza cirurgias plásticas no mundo. Os dados são de uma pesquisa da Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética (ISAPS), divulgada em dezembro de 2019. De acordo com o levantamento, em 2018, foram registradas mais de 1.498.000 mil cirurgias plásticas estéticas em nosso país, além de mais de 969 mil procedimentos estéticos não-cirúrgicos.

Esse mercado está em alta e exige mão de obra qualificada e o uso de tecnologias que possam complementar o trabalho do cirurgião. Para atender esta demanda é necessário que os profissionais da saúde busquem conhecimentos e habilidades em técnicas de preparação para intervenção cirúrgica (pré-operatório) e aceleração do processo de recuperação (pós-operatório) com a finalidade de prevenir e controlar complicações comuns desses procedimentos.

A grande vantagem desse trabalho especializado é que o paciente não apresenta enfermidade prévia, então há uma redução significativa nas intercorrências, mas podem acontecer, e as mais comuns são: edema, fibrose, equimose, hematoma e deiscência (abertura espontânea dos pontos cirúrgicos ou da cicatriz).

Baseados em conceitos científicos sólidos, os cuidados no pré e pós-operatório tem demonstrado fator preventivo de possíveis complicações e promove um resultado estético mais satisfatório.

O trabalho bem feito no pré-operatório resulta grande melhora no processo cicatricial, e reduz os incômodos do período pós-operatório, alguns procedimentos são bem aplicados, como:

Para o período pós-operatório imediato podemos observar alguns sintomas como:

Uma das tecnologias em destaque para atuar nos procedimentos de pré e pós-operatório é o laser de baixa Intensidade. Trata-se de um recurso altamente ativador do metabolismo celular, composto por luzes especiais (Lasers e LEDs) que têm a capacidade de biomodular respostas celulares, aumentando a produção de energia (ATP) e controlando os aspectos negativos da inflamação. De acordo com cada faixa do espectro eletromagnético, a luz interage de forma diferente com a nossa pele.

As moléculas do tecido capazes de absorver radiação luminosa são denominadas CROMÓFOROS.

A partir da absorção dessas luzes por cromóforos específicos, a energia luminosa transforma-se em energia química para ativação celular e, assim, ocorre a interação da luz com o tecido biológico.

Nos procedimentos de pós-operatório, dois comprimentos de onda são fundamentais, o Vermelho e o Infravermelho.

Alguns benefícios do uso da luz podem ser citados, como:

No processo de reparação de feridas, podemos destacar que o uso da fototerapia favorece:

3º PO
6º PO

É sempre importante buscar conhecimento e utilizar tecnologias embasadas em estudos que possam garantir a eficácia e a segurança para profissionais e pacientes.

Sandra Costa

Esteticista Especialista em Cosmetologia e Marketing | Consultora Técnica da MMO